Sob o meu olhar

Aqui neste blog, vocês poderão ver, ler e comentar a respeito do que escreverei. Por meio deste meu olhar sincero, tentarei colocar artigos e dar minha opinião sobre questões atuais como politica, problemas sociais, educação, meio ambiente, temas que tem agitado o mundo como um todo. Também escreverei poesias e colocarei poemas de grande poetas que me afloram a sensibilidade, colocarei citações e frases pequenas para momentos de reflexão.
É desta forma que vou expor a vocês o meu olhar voltado para o mundo.

09/09/2011

Quem tem medo de ser feliz? Por Marcos Aurélio Ruy



aaaaaaaaaaaaaaafeliz
Há alguns anos atrás, ao ligar para um amigo para agradecer-lhe por ter me ajudado a arrumar um emprego, fiquei pasmo com sua pergunta. Ele perguntou: “você está feliz?” Pego assim de surpresa, respondi que sim, mas afinal o que é a felicidade? Por que tantos filósofos debruçaram-se sobre ela e ela parece nunca estar completa enquanto nossos amigos também não estejam felizes? Afinal é possível ser feliz sozinho?




Recentemente a ONU recentemente declarou a felicidade como “objetivo humano fundamental”, justamente porque esse tema sempre esteve presente nos anseios das pessoas, de Epicuro a Sêneca, de Aristóteles à modernidade. E se dependesse do tratamento dado ao tema pelos nossos compositores, a gente seria obrigado a ser feliz, como diz Chico Buarque na canção João e Maria. Mas afinal quem não gosta de felicidade?

A questão é tão importante e a música tão presente na vida do brasileiro, que na primeira eleição presidencial no pós-ditadura de 1964-1985, Chico Buarque compôs um dos mais memoráveis jingles políticos da história: Sem Medo de Ser Feliz, para o candidato Lula, combatendo assim a sórdida campanha desenvolvida para amedrontar a população caso ocorresse uma vitória do candidato do PT. Tudo bem, como dirão alguns, jingle não faz parte do rico acervo da MPB, mas para a discussão do tema da felicidade sim. Nossos compositores atuam quase como filósofos populares e com suas poesias ligam a felicidade às condições de vida do povo e da capacidade de amar e ser amado, portanto a felicidade para a maioria dos nossos compositores está intimamente ligada às condições objetivas e subjetivas de vida, ou seja, é preciso alimentar tanto o corpo quanto a alma, ou como diz o grupo Titãs “a gente não quer só dinheiro/a gente quer dinheiro e felicidade”, no rock Comida.

Caetano Veloso numa música inspirada em poema do russo Vladimir Maiakovski canta lindamente “gente quer comer/gente quer ser feliz/gente quer respirar ar pelo nariz”, na canção Gente e mais na frente emenda que “gente é pra brilhar/não é pra morrer de fome”. Gonzaguinha aprofunda a discussão ao afirmar que “sem o seu trabalho/o homem não tem honra/e sema sua honra/se morre, se mata/não dá pra ser feliz”, na canção Guerreiro Menino. A reflexão dessas músicas liga-se intimamente com a preocupação do senador Cristovam Buarque (PDT-DF) e da jovem deputada federal Manuela D’Ávila (PCdoB-RS) com suas propostas de emendas à Constituição para que a República garanta vida boa aos brasileiros, possibilitando-lhes a chance de serem felizes.

O verso “tristeza não tem fim felicidade sim” está na música A Felicidade, de Vinicius de Moraes e Tom Jobim, para ilustrar um tempo de obscuridade da vida brasileira na ditadura fascista. Para fazer ligação direta de música com política, era a bossa nova deixando o seu lado puramente intimista. Talvez por isso, Assis Valente pede a Papai Noel a felicidade como presente e como esse brinquedo não desceu pela chaminé ele conclui que “já faz tempo que eu pedi/mas o meu Papai Noel não vem/com certeza já morreu/ou então felicidade é brinquedo que não tem”, na mais linda canção brasileira de Natal, chamada Boas Festas. Ou como cantou Geraldo Vandré “fica mal com Deus quem não sabe dar/fica mal comigo quem não sabe amar”, em Fica Mal com Deus, para mostrar que felicidade também depende de generosidade, de solidariedade humana.

Em Wave, o maestro Tom Jobim afirma que “fundamental é mesmo o amor/é impossível ser feliz sozinho”. Já para Tim Maia para ser feliz basta “ser amado por alguém”, na música Não Quero Dinheiro, na contramão do dito popular de que “dinheiro não traz felicidade, manda comprar”. Gilberto Gil disse lindamente na canção Procissão que “eu também /to do lado de Jesus/só que acho que ele/se esqueceu/de dizer que na Terra/a gente tem/de arranjar um jeitinho/pra viver”, sobre a proposta do cristianismo de se conquistar a felicidade no paraíso após a morte. Novamente os Titãs abordam o tema de uma maneira peculiar. Na música Não É Por Não Falar dizem que “não é por não falar/em felicidade/que eu não goste de felicidade”, também já avaliando a questão sobre a importância de se discutir a questão de forma abrangente. Forma que Gonzaguinha novamente entra em cena e diz “viver e não ter a vergonha de ser feliz/cantar a beleza de ser um eterno aprendiz/eu sei que a vida devia ser bem melhor e será/mas isso não impede que eu repita/é bonita”, em O Que É, O Que É?. Difícil ser mais humilde e sintético.

Outro tema muito presente na MPB e que se liga à felicidade é o carnaval. Essa festa popular cantada em prosa e verso como os dias em que nesses dias vive-se uma igualdade ausente nos outros 362 dias do ano. Chico Buarque produziu canções memoráveis, mas Vai Passar, em parceria com Francis Hime, marca por representar o início de uma nova era no país, a era da liberdade. Ele diz que tínhamos “direito a uma alegria fugaz/uma ofegante epidemia/chamada carnaval”. Em Noite dos Mascarados Chico diz “mas é carnaval/deixa o barco correr/deixa o dia raiar/que hoje eu sou tudo o que você quiser”. O samba-enredo É Hoje, de Didi e Mestrinho, diz É hoje o dia da alegria/e a tristeza nem pode pensar em chegar”, sobre o desfile da escola de samba.

Nenhum tema escapou à inteligência de Noel Rosa ele afirma na canção Felicidade sentir “inveja dessa gente que não sabe o que é sofrer”, por que sofremos também por amor. Enquanto o grupo Mundo Livre S/A canta que “a felicidade como a morte/é como um concurso milionário na TV/existe um globo infinito/ com bilhões de bolinhas”, na música Samba Esquema Noise. Marcelo Jeneci interpreta a sua Felicidade em parceria com Chico César, e afirma que “tem vez que as coisas pesam mais do que a gente pode agüentar/nessa hora fique firme, pois tudo isso logo vai passar/você vai rir sem perceber, felicidade é só questão de ser” e concluem: “quando chover, deixar molhar para receber o sol quando voltar.” Em Anunciação Alceu Valença encanto ao afirmar que “na bruma leve das paixões que vem de dentro/tu vens chegando/pra brincar no meu quintal”.

“Quero a felicidade nos olhos de um pai/quero a alegria muita gente feliz/quero que a justiça reine no meu país/quero a liberdade, quero o vinho e o pão/quero a cidade sempre ensolarada/o povo e os meninos no poder eu quero ver”, canta Milton Nascimento em Coração Civil, parceria com Fernando Brant. Sempre ligando a felicidade com liberdade, justiça social e modo da gente relacionar-se com o mundo não precisa ser filósofo para entender a alegria de um pai, basta ver a felicidade que ficou o jovem jogador de futebol Neymar no nascimento de seu primogênito. Como afirma Walter Franco em Coração Tranqüilo, “tudo é uma questão de manter/a mente quieta/a espinha ereta/e o coração tranqüilo”, ou seja, o trabalho, a dignidade, enfim uma vida com todas as possibilidades de ser feliz. Na mesma toada diz Gonzaguinha na canção É, na qual afirma que “a gente quer valer o nosso amor/a gente quer do bom e do melhor/a gente quer carinho e atenção/a gente quer calor no coração/agente quer suar mas de prazer”. Já o grupo Natiruts canta “quero ser feliz também”, em canção homônima.

Na contramão Ataulfo Alves e Mario Lago cantam o rompimento com a amada pelo temor do amor acabar e traze um sofrimento insuportável na canção Pra Que Mais Felicidade? Já Cazuza em parceria com Rogério Miranda diz que “as possibilidades de felicidade/são egoístas, meu amor/viver em liberdade, amar de verdade/só se for a dois”, na canção Só se For a Dois. Noel Rosa combate a hipocrisia do poder econômico com fina ironia na música Filosofia, na qual diz que “não me incomodo que você me diga/que a sociedade é minha inimiga/pois cantando neste mundo/vivo escravo do meu samba, muito embora vagabundo/quanto a você da aristocracia/que tem dinheiro, mas não compra a alegria/há de viver eternamente sendo escrava dessa gente/que cultiva a hipocrisia”. Nada mais atual, numa sociedade onde tem mais valor a alegria fugaz, o prazer individual acima de tudo, o ter em detrimento do saber. Com tudo isso, quem sabe o Papai Noel possa trazer esse presente e a felicidade bater à nossa porta e morar com a gente eternamente.

Mas para isso acontecer somente seguindo o conselho de Tom Jobim e Vinicius de Moraes em A Felicidade: “A felicidade é como a pluma/que o vento vai levando pelo ar/voa tão leve/mas tem a vida breve/precisa que haja vento sem parar”. Enquanto Chico Buarque em Felicità, versão de Lucio Dalla, canta que “pra sermos felizes bastaria um fio de música” e se depender da MPB nossa felicidade Será completa. E você está feliz?

30/08/2011

La Caída de Gadafi (Socialismo o Barbarie)




Un hecho progresivo, que es parte de las rebeliones
populares del mundo árabe, pero que amenaza
transformarse en su opuesto al quedar completamente
distorsionado por la suba del gobierno pro-imperialista
del CNT (Consejo Nacional de Transición)



Aunque todavía Gadafi no aparece y sus fuerzas mantienen el dominio en algunas ciudades y territorios de Libia, pareciera que la guerra civil en la que derivó la rebelión iniciada en febrero, está llegando a su fin con la irrupción de las fuerzas rebeldes en Trípoli.
Este hecho configura una situación extremadamente contradictoria. Por un lado, esto es un producto de la ola de rebeliones democráticas de los pueblos árabes contra las dictaduras. Pero, a la vez, es un logro de la intervención política y militar del imperialismo, cuyo principal éxito es imponer un gobierno de lacayos a sus órdenes: el CNT (Consejo Nacional de Transición).
Así el imperialismo ha logrado copar esa legítima rebelión democrática y “robar” a las masas el triunfo sobre un dictador que hasta hace pocos meses era uno de los socios más fieles del imperialismo, especialmente de Francia e Italia.
A esta contradicción se le agregan otros factores no menos candentes: que amplios sectores de la población están armados, que hay toda clase de facciones regionales, tribales e ideológicas, que el control del CNT (Consejo Nacional de Transición) por abajo aparece como más precario, y, finalmente, que los intereses de las masas populares, sus anhelos de democracia y justicia social, son objetiva y diametralmente opuestos al plan colonial-petrolero que el imperialismo exige a sus títeres del CNT que apliquen.
Son, precisamente, estas aspiraciones de las masas populares, que a estas horas están viviendo seguramente como un triunfo la caída del dictador, las que no dejaran de chocar casi inmediatamente contra este carácter reaccionario, pro-imperialista y antipopular del nuevo gobierno de la CNT.
Este cuadro de tensiones extremadamente contradictorias, nos hace concluir que la caída de Gadafi no es el principio del fin del proceso político-social que se inicia con el estallido de la rebelión de febrero. Por el contrario, lo más probable es que sea sólo el fin del principio. Es decir, ha finalizado el primer acto del drama libio, con el resultado de que el imperialismo ha logrado por arriba constituir un gobierno a su servicio, mientras que por abajo la caldera social y política no se ha enfriado.
Ahora se levantará el telón sobre el segundo acto, donde se jugará no la caída o permanencia de Gadafi, sino quiénes impondrán sus intereses tan contradictorios: el imperialismo y sus socios libios, o las masas explotadas juveniles, populares y trabajadoras que desencadenaron la revuelta contra la dictadura.

Una rebelión popular que se transformó en guerra civil

El punto de partida para evaluar el curso de Libia es ubicarlo como parte del colosal e histórico proceso de la llamada “Primavera Árabe”. Esta denominación periodística “descafeinada” trata de empequeñecer el fenómeno potencialmente revolucionario más grandioso del mundo árabe desde la “descolonización”, luego de la Segunda Guerra Mundial: el de las protestas y revueltas masivas contra los gobiernos y regímenes dictatoriales.
Como siempre sucede, estos procesos históricos –que abarcan regiones con países de muy diferente formación económico-social– son extremadamente desiguales. En anteriores declaraciones, para el caso de Libia, ya hemos analizado sus disparidades, por ejemplo con Egipto.
Sin embargo esas inmensas diferencias y desigualdades no ubican a esos países en otro planeta. Ellas se desarrollan dentro de un marco común regional, de rebeliones que ya han producido cambios políticos revolucionarios –como la caída de Mubarak en Egipto– aunque no lleguen a ser aún revoluciones sociales.
La revuelta de febrero en Libia es parte integral de ese proceso regional. Por eso es ridícula la pretensión de los amigos de “izquierda” de Gadafi, que explican ese inmenso estallido de las masas juveniles y populares como obra de “células dormidas de Al-Qaeda”.
La rebelión se inició en la misma Trípoli y se extendió aunque desigualmente a todo el país. Pero en la capital, donde estaba el corazón del aparato militar, burocrático y clientelista del régimen, la represión logró luego silenciar las protestas. El país quedó dividido y se presentó una situación de guerra civil.
Al aparato militar profesional de Gadafi, a priori centralizado y provisto del más moderno armamento europeo, no le fue difícil comenzar a masacrar a las milicias civiles, con armamento precario, sin entrenamiento militar ni mando único.
Esto abrió la oportunidad al imperialismo para intervenir y, simultáneamente, reorientar el conjunto de su política frente a las rebeliones árabes, presentándose como defensor de las derechos humanos y la democracia.

La intervención imperialista: después de los fracasos de Egipto y Túnez, EEUU y la UE dan en Libia un giro político exitoso

Los gobiernos imperialistas de EEUU y la Unión Europea fueron los primeros sorprendidos de los estallidos de Túnez y Egipto. Los encontró muy descolocados, en “offside”, como se diría en el football. Durante los procesos de caída de Ben Alí y Mubarak, sus respectivos patrocinantes imperialistas, Sarkozy y Obama, sólo atinaron a tartamudear, cometiendo el error de defenderlos casi hasta el final.
Pero con Libia el imperialismo se reacomodó. Después de semanas de confusión y discusiones –donde incluso amigos de Gadafi, como el gobierno italiano, intentaron sostenerlo–, se decidió una política de intervención militar que ha tenido el éxito que ya señalamos.
Por abajo, en Libia, el terror al avance de las tropas de Gadafi y las sanguinarias represalias, acalló las iniciales expresiones de oposición a la intervención imperialista.
Por arriba, las presiones del imperialismo conformaron un “gobierno” –el Consejo Nacional de Transición– constituido dos tipos de personajes: por un lado, los que hasta febrero eran altos funcionarios y jefes militares de Gadafi; por el otro, algunos exiliados que vivían desde hace años en EEUU a sueldo de la CIA. ¡Ni unos ni otros tuvieron algo que ver con el estallido de la rebelión!
Pero la intervención imperialista tiene objetivos más amplios que imponer el futuro de Libia. Gadafi les sirve de chivo emisario para “lavarse las manos” como los patrocinadores de dictaduras en el mundo árabe. Tratan de aparecer ante las masas como los defensores de la “democracia” y los “derechos humanos”.
Asimismo, EEUU y los imperialismos europeos intentan de establecer como principio que las potencias imperialistas tienen derecho a intervenir y quitar, poner o mantener al gobierno que deseen. ¡Esto se presenta como fórmula aplicable a todo el mundo árabe en rebelión! Las conferencias de las potencias imperialistas decidirán cuál gobierno es “legítimo” y cuál es “ilegítimo”.
En el caso de Libia, además, hacen operar a la Corte Internacional de La Haya, un circo judicial que jamás ha juzgado los crímenes de los gobiernos imperialistas ni de sus agentes. Sólo se ocupa de los criminales que han caído en desgracia, como antes Milosevic y ahora Gadafi.
Con ese fin, han desatado una cacería contra Gadafi, para entregarlo los jueces a su servicio de La Haya. Debemos también rechazar este aspecto de la operación colonial en Libia. ¡Sólo el pueblo de Libia, por medio de un tribunal democráticamente constituido, tienen derecho a juzgar a Gadafi!

El imperialismo ha “sostenido” la rebelión en Libia como la soga sostiene al ahorcado

La intervención militar no sólo ha sido el peso que inclinó la balanza hacia la derrota de Gadafi. Ahora también decide quiénes van a gobernar y qué medidas van a aplicar.
Sarkozy encabeza este operativo colonial. Citó en París a Mustafa Abdul Jalil (jefe del CNT y ex ministro de Justicia de Gadafi) y le informó cómo será su plan de gobierno. Sarkozy convocó para los próximos días a una reunión de los países que apoyaron al CNT y la intervención militar. Allí, van a “diseñar una hoja de ruta” para el Consejo Nacional de Transición en Bengazi “para impedir que el poder se desintegre por diferencias tribales, políticas y religiosas”.
¡Es imposible un gesto más descarado de colonialismo! El plan y la composición del nuevo gobierno sucesor de Gadafi serán decididos por una conferencia de los países imperialistas, encabezados por los que llevaron adelante la intervención militar! ¡Ahora el pueblo de Libia deberá pagar la cuenta!
Y esta cuenta es abultada, política y económicamente. Una corresponsal en París, la capital desde donde se manejó la intervención junto Londres y Washington, pinta así la situación:
“Voraces y aterradas ante la idea de dejar pasar la gallina de los huevos de oro, las grandes potencias comenzaron a abalanzarse sobre Libia para repartirse el botín de guerra que dejará la caída del régimen de Gadafi. Estados Unidos, Gran Bretaña, Francia, Alemania, España, Rusia y China iniciaron una guerra de posiciones para colocarse en las mejores condiciones posibles para ganar los contratos millonarios, la redistribución de las concesiones petroleras y la apertura de nuevos negocios.”[2]

Comenzó el segundo acto

Probablemente, el éxito que tuvo la intervención imperialista al decidir el curso de la guerra y cooptar un “gobierno” de tránsfugas como el Consejo Nacional de Transición, ha mareado a más de un gobernante y/o empresario. Pero otros, más lúcidos, ven que las perspectivas pueden ser menos risueñas.
Como señalamos al principio, eliminado Gadafi del centro de la escena, todo el cuadro se reconfigura. Con Gadafi no sólo desaparece un personaje. ¡Cambia el escenario en su conjunto!
Por supuesto, las “voraces grandes potencias” y sus corporaciones van a lanzarse sobre la “gallina de los huevos de oro”... Pero la juventud y el pueblo de Libia no tienen menos reclamos que ellos... Y se trata de intereses y necesidades, de aspiraciones democráticas y de justicia social, evidentemente contradictorias con las de estos piratas imperialistas.
¿La “gallina de los huevos de oro” de Libia se va a dejar desplumar tranquilamente?
Las masas juveniles y populares tienen la desventaja del retraso en el desarrollo de expresiones políticas independientes. En esto han influido las características de la formación económico-social de Libia (menos moderna que la de Egipto o Túnez) y, por sobre todo, que el régimen de Gadafi exterminó durante décadas cualquier elemento en ese sentido, especialmente si se oponía desde la izquierda.
Pero, el mismo tiempo, buena parte de esas masas juveniles y populares han salido armadas de esta guerra civil, armas que no se van a dejar quitar tan fácilmente. La “gallina de los huevos de oro” está armada... aunque desorganizada y políticamente confundida por la inesperada “ayuda” de las potencias imperialistas...
En este cuadro, el CNT está lejos de ser la cabeza de un aparato de estado que funcione de arriba hacia abajo y con relativo orden. Al mismo tiempo, parece haber sectores que no se disciplinan totalmente al CNT.
El mismo CNT ha venido reflejando peleas más o menos violentas de facciones e intereses. A fines del mes pasado, el general  Abdel Fattah Younis, máximo comandante de las fuerzas rebeldes... y ex ministro del Interior de Gadafi, fue asesinado en una reunión de gabinete... Y se dice que hasta ahora, para evitar la repetición de “incidentes” como esos, el gabinete no ha vuelto reunirse.
¿Qué va a pasar ahora, que el gran factor de cohesión –el enfrentamiento a Gadafi– va a desaparecer? ¿Cómo el CNT va a aplicar la “hoja de ruta” que le dicten desde París, Londres o Washington?
Por eso, en el mismo momento en que cae Gadafi, los funcionarios y medios del imperialismo están manifestando una creciente preocupación: que a Gadafi lo suceda el “caos”. Es una manera decir que Libia se vuelva “ingobernable”. Es decir, que el CNT trate de aplicar la “hoja de ruta”, pero de allí para abajo sea desacatada y resistida.
Por eso, los gobiernos imperialistas coinciden en no disolver la policía e incluso las fuerzas armadas de Gadafi, para que impongan el orden después de la guerra. Además, en Qatar, emirato del Golfo Pérsico afín a EEUU, se está organizando y entrenando un “ejército libio”, que ahora será trasladado para operar al servicio del nuevo régimen. Demás está decir que ambas medidas apuntan potencialmente contra la “indisciplinadas” milicias que vinieron combatiendo a Gadafi. Un choque de no pequeñas proporciones quizás se de en este terreno, en el cual los socialistas revolucionarios estaremos con el bando del rechazo al desarme del pueblo pobre.
En esa perspectiva, David Cameron, primer ministro inglés, ha lanzado la propuesta de enviar “fuerzas de paz”: es decir, pasar de las acciones aéreas a la ocupación militar directa, bajo la cobertura de la ONU.[3]

Cuatro conclusiones políticas de la nueva etapa

Más allá de los múltiples problemas que se abren, creemos que la nueva etapa plantea cuatro conclusiones y tareas políticas fundamentales:
• La lucha contra colonización del país: ¡Fuera las “hojas de ruta” de las grandes potencias, que vienen a disponer un nuevo reparto del petróleo y las riquezas de Libia! ¡No al remate y saqueo del país! ¡Retiro inmediato del imperialismo! ¡Rechazo y combate a cualquier “fuerza de paz” que pretenda ocupar Libia!
• La lucha contra el CNT: ¡El Consejo Nacional de Transición es un títere del imperialismo y es hoy el enemigo principal de la juventud y el pueblo de Libia! ¡No al desarme de los sectores juveniles y populares!
• Por una salida verdaderamente democrática e independiente: ¡Por una alternativa política independiente de todos los gobiernos imperialistas y sus agentes de la burguesía libia! ¡Nada de elecciones fraudulentas organizadas desde el CNT! ¡Por una Constituyente revolucionaria que decida democráticamente los destinos del pueblo de Libia! ¡Son los explotados y oprimidos libios, en unidad con las masas árabes en rebelión, los que deben gobernar!
• Por la movilización internacionalista contra la intervención imperialista: La caída de Gadafi ha hecho caer también todos los pretextos utilizados para la intervención de la OTAN. ¡Que la juventud y los trabajadores, en primer lugar de Francia, Gran Bretaña, Italia, EEUU y demás países de la OTAN, nos movilicemos para exigir el cese total de la intervención. ¡Fuera de Libia todos los "asesores", "instructores" y personal militar de la OTAN y de todas las potencias imperialistas!

Nós, mulheres, As Injustiçadas


a.. Se a gente se insinua, somos atiradas;
b.. Se a gente fica na da gente, estamos dando uma de difícil.
c.. Se a gente põe limitações no namoro, somos autoritárias;
d.. Se concorda com o que o namorado diz, somos uma tonta.
e.. Se batalhamos por estudos e profissões, somos ambiciosas;
f.. Se não estamos nem aí pra isso, somos dondocas.
g.. Se a gente adora falar em política e economia, é feminista;
h.. Se não se liga nesses assuntos, é desinformada.
i.. Se a mulher corre pra matar uma barata, não é feminina;
j.. Se corre de uma barata, é uma medrosa.
k.. Se a gente aceita tudo na cama, é vulgar;
l.. Se não aceita, é fresca.
m.. Se adoramos nos arrumar, somos fúteis;
n.. Se não gostamos, somos desleixadas.
o.. Se a gente se chateia com alguma atitude dele, é uma mimada;
p.. Se aceita tudo o que ele faz, é porque ignorantes.
q.. Se queremos muitos filhos, somos inconseqüentes;
r.. Se não queremos, somos insensíveis.
s.. Se a gente gosta de embalo, é uma doida;
t.. Se gosta de música light, é uma insossa.
u.. Se a gente usa sainha curta, é vulgar;
v.. Se usa roupa composta, é beata.
w.. Se a gente tá branca, ele diz pra gente pegar uma corzinha;
x.. Se tá bem bronzeada, ele olha pra primeira loira que passa
que, normalmente, é branca.
y.. Se a gente faz cena de ciúme, é uma neurótica;
z.. Se não faz, não sabe defender seu amor.
aa.. Se a gente fala mais alto que ele , é uma descontrolada;
ab.. Se a gente fala mais baixo, é subserviente.

VALE A PENA

Vale a pena...
Vale a pena a tentativa e não o receio.
Vale a pena confiar e nunca ter medo.
Vale a pena encarar e não fugir da realidade.
Ainda que eu fracasse, vale a pena lutar.
Vale a pena discordar do melhor amigo e não apoiá-lo em suas atitudes
erradas;
Vale a pena corrigí-lo.Vale a pena encarar-me no espelho e ver se estou
certo ou errado.
Vale a pena procurar ser o melhor e aí...
Vale a pena ser o que for.
Enfim.Vale a pena viver a vida, já que a vida não é tudo que ela pode nos
dar;
Mas sim tudo o que podemos dar por ela.Vale a pena acreditar em si mesmo.
Vale a pena confiar em seu reservatório interior.
Vale a pena fazer o seu próprio destino.
Vale a pena marcar a presença no mundo a sua volta e principalmente no mundo de dentro de você.
Vale a pena doar-se, pois ninguém pode multiplicar a si mesmo sozinho.
O indivíduo precisa primeiro dividir-se e servir a todos através do
pensamento e do serviço desinteressado.

Vale a pena descobrir o verdadeiro sentido da vida.

29/08/2011

A FERRO E FOGO (Jorge Cadima)

O primeiro-ministro inglês não tem dúvidas. As revoltas nas ruas das cidades inglesas são apenas «criminalidade». Resultam dum «colapso moral» e de: «Irresponsabilidade. Egoísmo. Comportamentos que ignoram as consequências dos
próprios actos. […] Recompensas sem esforço. Crime sem castigo. Direitos sem responsabilidades» (CNN, 15.8.11). Alguém deveria oferecer um espelho a David Cameron. A sua caracterização assenta que nem uma luva à criminosa, mentirosa e corrupta classe dirigente do seu país, que nos últimos anos enriqueceu de forma obscena através das falcatruas bolsistas e financeiras, da guerra, dos subsídios estatais, das isenções fiscais, das privatizações e pilhagem da riqueza pública, da mentira sistemática do império mediático de Rupert Murdoch. E que agora acha que cabe ao povo britânico pagar a factura dos seus desmandos.
 

São seguramente condenáveis as destruições de lojas e casas nas cidades inglesas.
Mas quem elogiou a incomparavelmente mais grave destruição de Tripoli, Bagdad e Belgrado? São condenáveis as violências sobre cidadãos inocentes nas ruas inglesas. Mas no dia 8 de Agosto aviões da NATO matavam 85 civis na aldeia de Majar, a 150 km de Tripoli: 33 crianças, 32 mulheres e 20 homens (Globe and Mail, 9.8.11). Violências de gangs são inaceitáveis. Mas quem transformou os gangs narcotraficantes e assassinos do UÇK, dos mudjahedines afegãos ou dos «rebeldes» de Bengasi em «governos», entregando-lhes cidades, territórios e redutos para os seus tráficos e crimes? E o que nos contam na comunicação social sobre os distúrbios será verdade? O Estado inglês tem um extensíssimo historial de violência e mentira. Foi assim nos anos da revolta na Irlanda do Norte (com casos escandalosos como os Birmingham Six ou os Guilford Four). É assim nos nossos dias. Desde 1998 morreram 333 pessoas sob detenção policial, sem que alguma vez um polícia tenha sido condenado (Guardian, 3.12.10). Em 2005 foi assassinado a sangue frio, após perseguição policial, o jovem brasileiro Jean Charles de Menezes, confundido com «um árabe». Na altura a polícia mentiu. No incidente que agora despoletou os distúrbios, depois de inicialmente a polícia ter dito que o jovem Duggan morrera numa troca de tiros com a polícia, a comissão de fiscalização da polícia veio confessar que apenas a polícia disparou (Guardian, 9.8.11).
Testemunhas afirmam que Duggan foi assassinado a sangue frio, depois de imobilizado pela polícia. O chefe da Polícia Metropolitana de Londres demitiu-se há poucas semanas, após o escândalo que revelou um grau de podridão assinalável no triângulo imprensa-polícia-governo de Sua Majestade. Curiosamente, o dito trio aparece agora na contra-ofensiva política, distribuindo aos sectores mais pobres da sociedade inglesa sermões de moral e ameaças de duríssima repressão policial e social. O jornalista que despoletou o escândalo apareceu morto, tal como aconteceu com David Kelly, que em 2003 denunciou à imprensa as mentiras do governo Blair sobre a guerra no Iraque. Nada de suspeito, claro.
 

No Reino Unido como no resto do mundo capitalista, os anos da crise foram fartos para os senhores do dinheiro. Segundo a lista elaborada pelo Sunday Times, só no último ano os mais ricos viram as suas fortunas aumentar 20% (Telegraph, 7.5.11).
A manterem-se as tendências actuais, o fosso nos rendimentos será, em 2030, apenas comparável ao que existia no tempo da Rainha Vitória (Guardian, 16.5.11).
Lá como cá, os lucros privados são sustentados pelas dívidas públicas e por um ataque selvagem às condições de vida de quem trabalha. Para boa parte da juventude trabalhadora britânica, o sistema apenas oferece como saída combater (e
morrer) nas guerras ou nos gangs. Ironicamente, nem mesmo uma carreira na polícia é agora possível, pois os cortes do governo conservador-liberal implicam que 34 mil postos de trabalho na polícia vão desaparecer nos próximos quatro anos (Guardian, 21.7.11).
 

A explosão inglesa é mais um sinal de que o sistema capitalista dos nossos dias está em profunda crise. Foi quase simbólico que os distúrbios nas ruas acompanhassem os distúrbios nas bolsas e nos mercados. A classe dirigente
inglesa só fala em repressão e mão dura. O capitalismo já nada mais tem para oferecer senão miséria, guerra e violência.

26/08/2011

ONU, covil de abutres que autorizou agressão imperialista a Líbia, é alvo do legítimo ódio do povo da Nigéria

Blog da LBI
A sede da ONU na Nigéria, país localizado no chamado Magreb Islâmico, região africana próxima a Líbia, foi alvo de um ataque com carro-bomba nesta sexta-feira, 26/08, que deixou aproximadamente 20 mortos. A ação contra a representação da ONU, organismo internacional que autorizou a agressão imperialista ao território líbio e acaba de liberar mais de 1 bilhão de dólares para os “rebeldes” pró-OTAN, é um claro ato de repúdio a guerra de ocupação levada a cabo no país vizinho. O ataque a sede da ONU, localizada nas proximidades da Embaixada dos Estados Unidos na Nigéria, foi precedido de outras ações contra alvos policiais e fazem parte da justa e legítima reação dos povos oprimidos e suas organizações políticas contra a sistemática guerra de colonização levada a cabo pelo imperialismo e suas “alianças multilaterais” sobre os países semicoloniais da região africana, muitas vezes com a cumplicidade de governos nativos lacaios, como é o caso da Nigéria.

Obama, Sarkozy e Cameron, os mesmos carniceiros “democráticos” que bombardeiam a Líbia e caçam Kadaffi em conjunto com os “rebeldes” mercenários a serviço da ONU e da OTAN, saíram a condenar o ataque como um “ato terrorista bárbaro”, com a mídia alardeando que possivelmente a ação foi desatada pelo grupo Boko Haram ou AQIM (Al Qaeda no Maghreb Islâmico). Trata-se de um completo embuste, os verdadeiros “terroristas” são as potências capitalistas que assassinam o povo líbio com bombardeios diários nos últimos quatro meses para controlar o petróleo e rapinar o ouro do país. Vergonhosamente, o presidente da Nigéria, Goodluck Jonathan, havia anunciado poucos dias antes do ataque a sede da ONU que reconhecia os lacaios da OTAN na Líbia agrupados em torno do CNT como a nova “autoridade legítima”, rompendo a unidade da União Africana que até então se colocava formalmente contra as investidas ao regime nacionalista de Kadaffi.

Frente ao ataque a sede da ONU na Nigéria, declaramos que toda nossa simpatia está ao lado dos “bárbaros” nigerianos que se levantam com os meios militares não convencionais (carro-bomba) que dispõem para atacar os alvos do imperialismo “democrático”. São os “civilizados” facínoras imperialistas que impõem pela força das armas mais sofisticadas da OTAN seu domínio colonial no planeta. Neste momento os verdadeiros terroristas ianques, britânicos e franceses, sobre a chancela da ONU e em nome do combate a suposta “ditadura de Kadaffi” ocupam a Líbia com o auxílio dos “rebeldes” para impor um regime títere, cabeça de ponte do imperialismo ianque em todo Magreb africano.

Precisamente por estes motivos políticos e militares todos os responsáveis pelo genocídio imperialista na Líbia são alvos do justo ódio das massas, inclusive a própria ONU. O ataque a sua sede na Nigéria é legítimo, ainda que possamos ter profundas diferenças políticas e programáticas com a força política que o organizou. Ações como a ocorrida no país africano tendem a se multiplicar como forma dos povos oprimidos e suas organizações enfrentarem a sanha belicosa de Washington com os meios de que dispõe. Esta realidade se potencia, já que não há mais o contraponto político e militar da URSS ao poderio norte-americano que se apresenta como uma hiper-potência mundial, a polícia suprema do mundo. Esses ataques representam uma resposta militar dos povos oprimidos e suas organizações ao imperialismo, muitas vezes por meios não convencionais de combate militar. Como trotskistas, lutamos pela revolução proletária mundial e a reconstrução da IV Internacional. Defendemos a unidade de ação com as forças que estão em luta contra o imperialismo. Nesse combate consideramos justa toda e qualquer ação de resistência armada das massas à dominação belicista das metrópoles capitalistas sobre os povos oprimidos!

24/08/2011

Fidel: La forja de un joven revolucionario

por Felipe de J. Pérez Cruz - via Tercera Informacion


He leído las crónicas, declaraciones y artículos que se han publicado en días recientes al calor de un nuevo aniversario en la vida del Comandante en Jefe de la Revolución Cubana, Fidel Castro Ruz. Se trata, sin dudas, de un hecho de regocijo para los cubanos y cubanas, que se que comparte con nuestros compañeros y compañeras de ideales, los amigos y amigas desde lo profundo de los pueblos y sus movimientos de emancipación.

Fidel ha marcado la historia política contemporánea de Cuba, América Latina y el llamado Tercer Mundo, desde la segunda mitad del Siglo XX. Las noticias de Fidel siempre dan la vuelta al planeta. Quienes como cubanos y cubanas hemos vivido en perenne contacto con su protagonismo histórico, sabemos que la obra del Comandante en Jefe de la Revolución habla por sí sola, pero poseer de hecho este conocimiento no basta. Considero que la personalidad histórica de Fidel está aún por develar en toda su magnitud.

Sé de amigos y amigas en el mundo que han leído decenas de textos biográficos y enfoques analíticos, que nos reclaman y quieren conocer de Fidel, en la visión y caracterización de los cubanos y cubanas. Les he explicado que al Comandante lo sentimos íntimo y cotidiano, y a la vez impactante e inmenso, y que todo intento de “estudio” nos paraliza, nos llena de la emoción y el temor de “no ser capaces de hacer lo que su extraordinaria obra y la necesidad de la lucha imponen”, tal como le ocurría a Julio Antonio Mella (1903-1929) cuando en su momento, se propuso glosar el pensamiento del Héroe Nacional José Martí Pérez (1853-1895). A diferencia de la época de Mella, hoy contamos en Cuba con un fuerte sector de cientistas sociales que ha adelantado notablemente los estudios martianos, y cuyas potencialidades colectivas para pensar a Fidel –en mi criterio- deben ponerse en tensión.

En lo que adelantamos en la tarea colectiva de desarrollar los estudios sobre la vida y obra de Fidel, sus recién 85 agostos resultan un incentivo para asomarnos a facetas de su universo. A las y los combatientes de la Guerra de Liberación, al pueblo que lo siguió desde antes del Moncada, a mis colegas historiadores, esta incursión les resultará conocida, pero no lo será para una mayoría de nuestras más nuevas generaciones. Invito a todos y a todas a que compartan y profundicen su saber sobre el Comandante. Quizás también resulte interesante esta propuesta para los lectores que siguen el tema de la historia revolucionaria cubana más allá de nuestro archipiélago.

El tiempo de los cedros

Nació Fidel el 13 de agosto de 1926, en la finca Birán, perteneciente a la antigua provincia de Oriente, hoy Holguín. A quien desee conocer sobre estos primeros años en Birán, y del impacto profundo que en la formación de valores tuvo su entorno familiar y local, les recomiendo leer el documentado y hermoso libro “Todo el tiempo de los cedros- paisaje familiar de Fidel Castro Ruz”, de la investigadora y periodista Katiuska Blanco, que ha tenido varias ediciones en Cuba y el exterior.

En el citado texto de Katiuska Blanco y en los recuerdos que ha narrado el Comandante, se encuentran las evidencias de cómo el joven nacido en la familia de un naciente terrateniente, gozó de una situación económica holgada, con padres preocupados por el futuro de sus hijos, una madre amorosa, con una gran fuerza interior, un papá de recio carácter, ejemplar en el trabajo y en la exigencia de recta conducta. Venidos desde lo más humilde, ambos fueron ejemplo de superación personal, aprendieron a leer y escribir ya adultos, de forma autodidacta. Los amigos “de la casa” eran personas llanas: agricultores, comerciantes, trabajadores de la hacienda y campesinos. Así, Fidel y sus hermanos se educaron lejos de los elitismos y afeites de la clase oligárquica.

En el batey del Birán los hijos del propietario vivían incorporados a la vida sana de la muchachada del lugar; iban juntos de juegos, compartían con los campesinos, con los negros antillanos, asistían a la misma escuelita pública. La vida rural, la exploración y el ascenso a las sierras van a fascinar a Fidel desde su niñez. De adolescente, aprenderá a utilizar las armas de caza y adquiere una buena puntería.

En el afán de educar mejor a sus hijos, Fidel y sus hermanos fueron enviados a Santiago de Cuba. La familia a la que se le dio la custodia fue la negación de la atención que los infantes merecían. Fidel recuerda que en esas circunstancias pasó hambre y que allí se incubaron sus primeras rebeldías. Logró encontrar “la libertad” como alumno interno de un colegio religioso, pero en el mundo de la educación clerical los retos fueron mayores. Sufrió la agresión de un preceptor y su naturaleza volvió a rebelarse, cuentan que el sacerdote abusador, más allá de la respuesta física, quedó anonadado por la valentía y fuerza moral del jovencito de quinto grado.

Fidel, de infante y adolescente -como no era de prever por su origen acomodado-, tuvo que vencer duras pruebas, dificultades y conflictos que le llevaron a formarse una cosmovisión donde prevalecía el profundo rechazo a la injusticia, junto a una ética y sentido de la igualdad. El entorno donde nació también dejaría en él una huella imborrable: “Tengo una imagen imborrable de lo que era el capitalismo en el campo. No podrá nunca borrarse de mi mente las imágenes de tantas personas humildes, allá en Birán, hambrientas, descalzas, que vivían en los alrededores, en especial los trabajadores de las grandes empresas azucareras norteamericanas, donde la situación era mucho peor, que en tiempo muerto venían a pedirle a mi padre que les buscara una solución”.

Los estudios de bachillerato lo conducirán por decisión personal a la capital, al prestigioso Colegio de Belén, donde recibe la peculiar formación escolar de los jesuitas. Es un estudiante con resultados académicos sobresalientes, pero más allá de la educación de élite, el adolescente oriental se asoma al mundo del trabajo que sustenta el centro escolar. Allí estrecha amistad con los trabajadores de servicio, y desde este espacio que no frecuentaba la mayoría de sus condiscípulos, el muchacho provinciano se abrirá al adyacente barrio proletario de Puentes Grandes y de este al populoso municipio de Marianao.

Los jesuitas apreciaron al joven Fidel. En el anuario del Colegio de Belén correspondiente a la graduación de 1945 se lee:
Fidel Castro (1942-1945). Se distinguió en todas las asignaturas relacionadas con las letras. Excelencia y congregante, fue un verdadero atleta… Ha sabido ganarse la admiración y el cariño de todos. Cursará la carrera de Derecho y no dudamos que llenará con páginas brillantes el libro de su vida. Fidel tiene madera y no le faltará el artista.

El despuntar del líder

Ente 1945 y 1950, Fidel será estudiante de derecho en la Universidad de La Habana. Ingresa el 4 de septiembre y la casa de estudios capitalina le abre un nuevo universo de aprendizajes, fuera del marco burgués conservador y “apolítico”, predominante en las escuelas religiosas en que ha estudiado. El joven se enfrentaría a una institución cercada por el gansterismo y la corrupción, por la frustración y la demagogia políticas, estimuladas por los gobiernos del llamado Partido Revolucionario Cubano (Auténtico) PRC(A), pieza clave en los cambios al sistema de dominación neocolonial que los Estados Unidos ensayan en Cuba tras la crisis política de la Revolución de 1933. Sin embargo, también encuentra la posibilidad de romper su incultura política, profundizar en la historia nacional y universal, y nutrir su sensibilidad patriótica, con las huellas del combativo pasado revolucionario de movimiento estudiantil cubano.

Pronto el joven se va a destacar entre los estudiantes recién llegados, por sus dotes como deportista, y sobre todo por ser un auténtico tribuno de las aulas. Sus compañeros y compañeras de estudio lo eligen desde el primer curso como delegado estudiantil. Entonces el joven Fidel realizará su aprendizaje de la realidad republicana y de cómo esta se reflejaba en la única universidad del país. Fidel se sumerge en la aguda lucha política que existía en la Universidad. Y está entre los que comienzan a desarrollar un movimiento de rescate del ideario revolucionario cubano, frente a los grupos que intentaban utilizar a la Federación de Estudiantes para entronizar los métodos gansteriles, los vicios y corruptelas que caracterizaban el ejercicio de la política en el país. Así funda el Comité por el 27 de noviembre, que recuerda la posición patriótica del estudiantado, y la criminal acción colonialista que en 1871 asesinó tras una farsa de juicio a ocho estudiantes de la carrera de medicina.

Fidel también constituye el Comité 30 de Septiembre, en recordación al joven estudiante Rafael Trejo -herido de muerte en la referida fecha de 1930, y a los estudiantes revolucionarios que entonces se enfrentaron a la dictadura de Gerardo Machado y Morales (1871-1939). En protesta a la corrupción política existente, trae desde Manzanillo a la Universidad, la campana del ingenio La Demajagua, sitio histórico donde se inició en 1868 la guerra de independencia de Cuba contra el dominio colonial español.

En estas lides peligraría la vida del joven, y tiene que hacer frente a presiones y amenazas. Los elementos gansteriles intentar prohibirle su entrada en el campus universitario. En más de una ocasión sus condiscípulos, en valiente gesto de solidaridad le sirvieron de escudo a la salida de las aulas, Fidel, por demás, no teme a sus adversarios, obtiene un arma y la lleva consigo.

Fidel entra en contacto desde su primera año en la Universidad, con los simpatizantes del senador Eduardo Chibás y Ribas (1907-1951), carismático líder que dentro del autenticismo –uno de sus fundadores-, comienza a desarrollar una campaña contra las inconsecuencias de la política del PRC(A) y el creciente vínculo de sus líderes con la malversación y el robo del erario público. A la par Chibás denuncia constantemente las manipulaciones del entonces coronel Fulgencio Batista y Zaldívar (1901-1973), traidor de la Revolución de 1933 y el hombre fuerte de Washington en el país. Asistirá y acompañará el joven estudiante el proceso que lleva a la separación de Chibás del autenticismo y la fundación del Partido del Pueblo Cubano (Ortodoxo) en 1947.

Participa de manera activa en diversos comités de solidaridad, y preside los de Independencia de Puerto Rico y el Pro Independencia Dominicana, del que fue presidente. Entre julio y septiembre de 1947, se enrola en la expedición que pretendía desembarcar en la República Dominicana para combatir la dictadura del sátrapa Rafael Leónidas Trujillo (1891-1961). Es designado jefe de una compañía. Traicionada la expedición, el joven Fidel no está entre los prisioneros porque se lanza al mar, y cruza a nado la peligrosa Bahía de Nipe en el oriente de la isla

En la América Nuestra

Después, participa de la preparación de un congreso estudiantil continental de carácter antiimperialista, con el objetivo de crear una Federación de Estudiantes Latinoamericanos. Entre las banderas de lucha que proponía para el Congreso en ciernes, estaba la independencia de Puerto Rico de los Estados Unidos y de todas las colonias europeas que se mantenían en el Gran Caribe, la recuperación por Argentina de las Islas Malvinas y la devolución por parte del imperio del Norte del Canal de Panamá.

En los propósitos organizativos del congreso estudiantil, Fidel viaja a Venezuela y se entrevista con el recién electo presidente Rómulo Gallegos (1884-1979), para explicarle sus gestiones en pro del Congreso antiimperialista, de ahí marcha a Panamá donde contacta con los estudiantes que participaban de los luchas contra la ocupación del Canal, y en los primeros días de abril de 1948 está en Bogotá. En la capital colombiana se reúne el día 7 de abril con el líder liberal Jorge Eliecer Gaitán (1903-1948) a quien invita para que clausure el congreso estudiantil. Gaitán se entusiasma con la propuesta que le realiza el joven cubano y acuerdan verse dos días después.

La dirección oficial de la FEU, aprecia que las gestiones organizativas de Fidel van a dar fruto, y que realmente el joven ha sido capaz de organizar el congreso estudiantil, entonces envían a Bogotá una delegación, que pone a discusión la representatividad del joven para dirigir el evento. Con un elocuente discurso Fidel expone la labor continental que ya lo acredita, y por unanimidad es votado para continuar al frente de los debates. En estas tareas lo sorprende el 9 de abril, el Bogotazo colombiano, la insurrección popular que sacude esa nación después del asesinato de Gaitán. Con 21 años Fidel se une al pueblo hermano, se arma de un fusil y participa de la revuelta. En la agenda de Gaitán estaba anotada la nueva entrevista que a pocas horas iba a realizar con el joven cubano.

Fidel y los comunistas

La Organización de Estados Americanos (OEA) surge en la Bogotá convulsionada de 1948, con una Carta fundacional profundamente anticomunista y antisoviética, y la presencia casual del joven cubano en ese escenario, le fijarán las primeras sospechas de “comunista”. Le acusan de ser un agente del comunismo internacional y hasta de estar implicado en la muerte de un cura durante los enfrentamientos armados en los que participa en Bogotá. Luego la propia Iglesia Católica declara que en el Bogotazo no había perecido ninguno de sus sacerdotes.

Fidel no militará en el primer Partido marxista leninista cubano, pero no dejará de levantar suspicacias entre los anticomunistas, su relación fraternal con varias conocidas figuras del Partido. Es que nunca dejó de vincularse con sus compañeros de la organización juvenil del Partido Socialista Popular. Aún en la atmósfera burguesa que se respiraba en la Universidad y en otros círculos juveniles–recordará el Comandante-, Mella y Martínez Villena eran universalmente admirados, y los comunistas, por su abnegación, honestidad y consagración a la causa eran, eran profundamente respetados.

Sentía Fidel una profunda admiración hacia los viejos comunistas, que durante años habían luchado con firmeza inconmovible por el cambio social. Por demás la vertical postura ética de joven, sería fundamental para hacer fracasar el intento de expulsar a los comunistas de la dirección de la FEU. Cuando en abril de 1949, los marines estadounidenses profanan la estatua de José Martí en el Parque Central de La Habana, Fidel está a la vanguardia de la protesta estudiantil popular y junto con los jóvenes comunistas, se enfrenta a la represión de la policía frente a la sede de la Embajada de los Estados Unidos. Luego estaría entre los denunciantes de la brutalidad policial que se ensaña contra su compañero de estudios Baudilio Castellanos (1927?-2009).

La formación ideológica y política

Al graduarse de bachiller Fidel posee una definida vocación de justicia social y dignificación humana. Desde su llegada a la Universidad, va a sumergirse en el estudio de la Historia cubana y universal, y en particular el pensamiento de José Martí, en un proceso de gradual y rápida concientización. Así a la distancia de los años el Comandante se criticará los peligros que corrió en su enfrentamiento contra el gansterismo en la Universidad “sin provecho alguno para la causa verdaderamente noble que descubriría poco después. Severo consigo mismo, al escribir sobre aquellos acontecimientos, considera que entonces primaba en él, el espíritu competitivo y quizás la autosuficiencia y la vanidad que suela acompañar a muchos jóvenes, aún en nuestra época.

A diferencia de quienes hacían de las escaramuzas en el territorio universitario el objeto central de su actividad, Fidel se planteará la búsqueda de las respuestas de última instancia. La precoz vocación política, el estudio y la práctica política, le proporcionaron al joven la posibilidad de desarrollar su pensamiento. De la mano del Apóstol Martí irá al examen de las causas de la frustración republicana, y se convierte en un nacionalista y antiimperialista ardiente, que veía como un agravio el dominio neocolonial de Estados Unidos en Cuba y América Latina.

Ya para cuando participa en la fracasada expedición de Cayo Confites, el estudio del arte militar en las guerras de independencia, las campañas de Ignacio Agramonte, Máximo Gómez y Antonio Maceo, fertilizaron su instinto innato de combatiente, y le habían permitido arribar al criterio de que se podía luchar contra un ejército convencional moderno utilizando métodos de guerra irregular. Su idea tras llegar a la República Dominicana era dirigirse a las montañas para desarrollar una lucha guerrillera.  En el Bogotazo asistió al espectáculo de una revolución popular totalmente espontánea… “aquella experiencia –confirmará a Ignacio Ramonet- me hizo identificarme más con la causa de los pueblos”.

Los primeros estudios sobre economía política burguesa en la Universidad llevan a Fidel a la conclusión de que la economía capitalista era un absurdo. Cuando a la altura de su tercer año de estudios tiene contacto con la literatura marxista, y lee el Manifiesto Comunista, de Carlos Marx (1818-1883) encuentra muchas de las explicaciones que buscaba. ¿Quién tenía que explicarme la división de la sociedad en clases, la explotación el hombre por el hombre, si lo había visto con ms propios ojos y hasta en cierta forma lo había sufrido también?, confirma Fidel en su diálogo con el revolucionario brasileño Fray Betto. Desde ese momento su contacto con las obras de Marx, Federico Engels (1820-1895), y Vladimir Ilich Lenin (1870-1924) será intenso.

Fidel, como lo hicieron en su momento Julio Antonio Mella (1903-1929), Rubén Martínez Villena (1899-1934), Antonio Guiteras Holmes (1906-1935) y otros revolucionarios cubanos, se caracteriza por realizar un recorrido ideológico y político que lo llevará de Martí a Marx, Engels, y Lenin; y de los aprendizajes con estos padres del marxismo, retornará, con más convicción y agudeza aún, al Martí cubano y universal.

Los conceptos martianos y marxistas de cultura y educación unidos a la acción práctica, revolucionaria, por transformar la realidad, se vinculan estrechamente al progreso social, y al desarrollo y la formación progresiva de la libertad que caracterizan de modo sustancial ese progreso. Y esta coincidencia conceptual no pasó inadvertida para Fidel, quien da continuidad a mediados del pasado Siglo, a la articulación que entre la tradición revolucionaria cubana, y las ideas marxistas y leninistas, habían iniciado los fundadores en 1925 del primer partido comunista cubano.

La perspectiva martiana con la que Fidel se acercó al marxismo, el rotundo rechazo a los mimetismo acríticos, la necesidad de insertar el mundo en el tronco fértil de la patria, y el énfasis en el universo moral y la dignificación humana, concepciones todas que reivindica desde sus primeras acciones como estudiante revolucionario, le posibilitan arribar al socialismo científico desde un fuerte sustrato axiológico y le permiten sustraerse de las vulgarizaciones economicistas y dogmatizantes que predominaban en la teoría y la práctica de los partidos comunistas en los años cincuenta.

El socialismo científico fue para Fidel la coronación feliz de una búsqueda consecuente y temprana de respuestas para la acción, será consecución de su praxis, por lo que no habrá espacio para las lecturas librescas y dogmaticas. Lo asume como ciencia, en tanto la teoría se valida en metódica y método, en herramientas para el análisis y la transformación revolucionaria.

En estos años de universidad, Fidel se apropia de un profundo conocimiento de la historia, la literatura política y la cultura de Cuba, América Latina, el Caribe y el mundo. No será este un saber para darse satisfacción personal, o lucir los oropeles de “intelectual informado”. Resulta ya una necesidad aprendida en Martí y hecha disciplina con el marxismo, una tarea de estudio constante y preparación para la lucha -que le acompañará hasta nuestros días-, y le proporcionará la fortaleza de análisis y argumentos que se le reconoce.

Fidel arriba a una idea propia de la importancia del triunfo socialista en la Unión Soviética, del papel fundamental que había tenido la URSS en la derrota del fascismo, sin que ello le impidiera rechazar las prácticas estalinistas y tomar distancia de las posiciones seguidistas y acríticas predominantes en los partidos comunistas de Cuba y la región latinoamericana.

Comprende Fidel que los errores tácticos del primer partido comunista, la represión y el anticomunismo de guerra fría –la denominada Doctrina Truman, habían colocado a los militantes del Partido Socialista Popular en una posición de cerco y aislamiento político, y con su innata sagacidad, educada ya en la certera perspectiva martiana, intuye que el camino a seguir para un socialismo cubano debía cuidarse de unos y otros peligros. Así con Martí por estandarte, comenzó Fidel a platearse la construcción de un nuevo proyecto cultural revolucionario. Y tal esfuerzo lo llevaría a forjar el programa, la organización y las fuerzas que pondrían fin al capitalismo en Cuba.

El recorrido ideológico del joven Fidel será el fruto de una comprometida visión martiana del mundo, pero sobre todo, de vivir en el vórtice de los acontecimientos políticos en Cuba y América Latina.

En 1950 Fidel Castro Ruz obtuvo la licenciatura en Derecho diplomático y el título de abogado. Tenía 24 años. Sobre aquellos años resumirá: En la Universidad me hice revolucionario .