Sob o meu olhar

Aqui neste blog, vocês poderão ver, ler e comentar a respeito do que escreverei. Por meio deste meu olhar sincero, tentarei colocar artigos e dar minha opinião sobre questões atuais como politica, problemas sociais, educação, meio ambiente, temas que tem agitado o mundo como um todo. Também escreverei poesias e colocarei poemas de grande poetas que me afloram a sensibilidade, colocarei citações e frases pequenas para momentos de reflexão.
É desta forma que vou expor a vocês o meu olhar voltado para o mundo.

13/02/2013

Cão vai à missa todos os dias esperando encontrar sua dona que morreu


As pessoas que frequentam a igreja de Santa Maria Assunta em San Donaci, Itália, receberam uma lição de amor e lealdade de um cão nos últimos dois meses. Ciccio, um pastor alemão de 12 anos, cuja dona faleceu há dois meses, visita diariamente a igreja que ela frequentava e onde seu funeral foi celebrado, esperando pacientemente que ela volte.
Cão vai à missa todos
                                            os dias esperando encontrar
                                            sua dona que morreu
Maria Margherita Lochi, 57 anos, adotou Ciccio um ano atrás depois que ele foi encontrado abandonado em um terreno baldio perto de sua casa. Ela era uma amante dos animais e já havia adotado vários gatos e cães, mas sua ligação com Ciccio era especial. Aparentemente, ele sentia o mesmo, já que apesar da morte da dona há mais de dois meses, o cão continua a voltar ao lugar em que a viu pela última vez..
Cão vai à missa todos
                                            os dias esperando encontrar
                                            sua dona que morreu
Dona Maria ia todos os dias à missa na igreja local e o padre permitia a entrada de Ciccio, que esperava pacientemente a seus pés. Ele também esteve lá com os entes queridos da Dona Maria em seu funeral. Mas agora Ciccio parece ter dificuldade de entender que ela não vai mais voltar e continua indo à missa todos os dias no mesmo horário, assim que ouve os sinos chamando os fiéis. Ciccio simplesmente se senta ao lado do altar, em silêncio, na esperança de ver Dona Maria chegar...
Cão vai à missa todos
                                            os dias esperando encontrar
                                            sua dona que morreu
Ele está lá toda vez que eu celebro a missa e é muito bem comportado, não faz nenhum som, nenhum latido", diz o padre Donato Panna. "Ele vai à missa todos os dias. Mesmo após o funeral de Dona Maria, ele espera pacientemente ao lado do altar e fica lá tranquilamente. Eu não tenho coração para expulsá-lo."
Cão vai à missa todos
                                            os dias esperando encontrar
                                            sua dona que morreu
Todos em San Donaci ficaram tão impressionados com a fidelidade de Ciccio, que, em conjunto, decidiram adotá-lo e cuidar dele.
Cão vai à missa todos
                                            os dias esperando encontrar
                                            sua dona que morreu
Este tipo de fidelidade canina que faz o coração da gente doer, nunca deixam de me impressionar.  como Capitán, que viveu no túmulo de seu dono por 6 anos, Leão, o cão que perdeu sua dona nos deslizamentos de terra no Rio, ou o cão russo que guardou o corpo de sua companheira por uma semana, depois que ela foi atingida por um carro. Histórias trágicas que fazem qualquer um amar ainda mais estas bolas de pelo que tanto amor nos dedicam..

09/02/2013

A Lei de Geraldo e a Lei de Gerson

Correio da Cidadania - Reginaldo Parcianello

A Lei de Geraldo provém de uma frase do governador de São Paulo, quando puniu com rigor militar estudantes da USP que ocupavam a reitoria, em fins de 2011: “Ninguém está acima da lei”. Essa frase, como muitas outras do governador, infelizes porque são clichês, suscitou um vivo debate sobre os acontecimentos políticos internacionais, desencadeados pela Primavera Árabe e sobre a situação dos direitos básicos do cidadão, principalmente do artigo 5º da Constituição: será que todos são iguais perante a Lei?

A Lei de Gerson é: “O importante é levar vantagem em tudo”, que proveio de uma publicidade veiculada na década de 70, quando o jogador protagonizou a vitória do futebol brasileiro. Era uma “Lei” condizente com o período político ditatorial, na época em que Rubens Paiva foi torturado até a morte pelos militares, enquanto o “milagre econômico” era abençoado por mãos que acionavam eletrodos colocados nas partes íntimas dos subversivos (hoje os subversivos são os estudantes que ocupam as reitorias de universidades, como única ação política com visibilidade social).

A Lei de Gerson é contemporânea do “rouba, mas faz”, isto é, da política oficial dos governistas militares e dos grandes empresários que patrocinavam o regime autoritário. Naquela época, o importante era combater os “esquerdistas”, como diziam, para concentrar a renda, “fazer crescer o bolo”, conforme o ministro da Fazenda, Delfim Netto, e assim o desmantelamento das políticas públicas comprometeu até a base o plano da construção de uma sociedade com dignidade no trabalho, com educação e saúde de qualidade, além de outros direitos.

A Constituição Brasileira, art. 5, apresenta todos os direitos básicos do cidadão, desde o nascimento livre à igualdade entre gênero, etnia e credo. Do ponto de vista legal, não há como questioná-la, pois é uma herança da Revolução Francesa e do Código Napoleônico que combatia o Direito do Ancien Régime, assentado na distinção entre os três Estados (clero, nobreza, povo). No entanto, um mínimo de observação nos faz perceber que não há nenhum direito civil básico assegurado aos brasileiros, nem sequer o de domicílio inviolável, nem as vítimas de tortura e estupro são amparadas pela lei (como uma mulher que foi estuprada e torturada por policiais e foi enviada para a prisão por ter roubado uma bolsa: caso inédito na história, de uma vítima de duplo crime hediondo que foi presa por um delito).

Neste momento da História, procura-se apagar todo vestígio de pensadores e escritores que questionaram a arbitrariedade da lei e a ação política de cidadãos, em prol de uma causa justa. Cito abaixo alguns exemplos clássicos.

Thomas Morus, entre outros renascentistas, concebeu sua Utopia, mistura de ficção e realidade, como o primeiro grande passo da era moderna para a compreensão fundamental de que um país só se torna livre se pensa nas condições materiais e espirituais de seus cidadãos: a Utopia existe em qualquer lugar em que haja esperanças reais da felicidade, sobretudo coletiva, como herança da Grécia Antiga.

Blaise Pascal é um ilustrativo exemplo de homem de ciências e teólogo do séc. XVII, que se pôs a estudar a lei e a moral, e concluiu que a arbitrariedade, e não o juízo racional, é que fundamenta a opressão costumeira da lei e da ordem: “– Por que me matas? – Porque habitas do outro lado do rio; se habitasses desse outro, serias meu amigo”.

Rousseau foi o primeiro filósofo a desvelar a intrínseca relação entre a opressão legal e propriedade privada. Mas, como o próprio filósofo genebrino reconhece, a natureza humana, uma vez tendo saído de uma condição, não volta ao estado anterior. Por isso, os malefícios da lei, que são totalmente atrelados ao modelo econômico e ao nível de justiça social e distribuição das riquezas, é um problema que deve ser pensado, e não reprimido, por qualquer tendência político-econômica que esteja no poder. Marx aplicou os conhecimentos rousseaunianos de natureza humana e de política na sua crítica da sociedade burguesa.

Dostoievski, romancista russo do séc. XIX, revela todo o mal social e espiritual decorrentes do rigor da lei e da pena de morte. O julgamento de Mítia, em Os irmãos Karamazov, mostra como ocorre o simulacro que é a nossa Justiça, com fios invisíveis que ligam os promotores e os jurados. Ela é feita para apanhar os homens comuns, e as questões e diligências nos tribunais são para expor as fraquezas e vícios dos acusados que, por não terem dinheiro ou influência, foram apanhados pelas malhas da Lei.

Fernando Pessoa, poeta português do séc. XX, também exprime com clareza o que significa a Lei de Geraldo: é uma lei “restritiva para as classes menos abastadas e, particularmente, para os mais poupados e mais sóbrios dentro delas. Não há lei socialmente mais imoral que uma que produz estes resultados (...): o acréscimo de corruptibilidade dos funcionários do Estado e, ao mesmo tempo, o dos privilégios dos ricos sobre os pobres, e dos que gastam facilmente sobre os que poupam”. Quanto maior é o nível da corrupção, decorrente do legalismo ou Lei de Geraldo, menos ele é visível, porque ele cria uma rede de proteção entre os corruptos, que, ao mesmo tempo, são os agentes de aplicação do rigor da lei para punir os que a contestam!

É fácil perceber, pelas referências acima, que a Lei de Geraldo, ao contrário do jogador de futebol (que não é eleito pelo povo) rasga e queima toda a filosofia e toda a literatura de meio milênio de luta contra a opressão e atentado aos direitos humanos. E o fez não somente pelo aspecto formal da infeliz frase do patético governador, mas pelo conjunto de atentados que se seguiram ao ataque militar feito no campus da USP: destruição do campo de refugiados do Pinheirinho; ataque militar contra doentes na Cracolândia; justificação da repressão bárbara da polícia, com muitas mortes de “suspeitos”, que acabou gerando uma série de chacinas e execuções em toda a região metropolitana de São Paulo, nos últimos meses. E isso vale para outro lugar, em que condições análogas são verificadas, desde os grupos de extermínio que surgem por todas as regiões, até as condições dos presidiários, cujos parâmetros são inéditos, mesmo para quem tem noção das masmorras da Idade Média.

Digo que a Lei de Geraldo é um travestimento da Lei de Gerson, porque os interesses que moviam a ideia do “levar vantagem em tudo” eram os mesmos dos mais ricos da atualidade, porém na época ainda era possível dizer que os pobres eram pobres porque eram vagabundos e que bastava dispor-se a colocar-se na luta, com a arma do trabalho, enquanto os militares apontavam suas armas para os políticos e cidadãos que questionavam a conduta institucional.

A diferença entre o país do Gérson e o país de Geraldo pode ser percebida na história macabra do incêndio da boate em Santa Maria, que não foi uma tragédia, pois não há fatalidade, mas um conjunto de atentados contra a vida e contra a lei. Na investigação do ocorrido, vieram à tona as múltiplas formas de corrupção, que envolvem as licitações, o tráfico de influência, o engessamento do poder judiciário, a impossibilidade de se fazer denúncias contra flagrantes situações de trabalho escravo, de tortura e de direitos fundamentais cerceados o tempo todo e justificados pelo poder público. Na verdade, a corrupção já estava latente em todos os fatores que envolviam a licença para o funcionamento da boate: só vieram à tona por causa das mortes.

Na Lei de Geraldo, é possível dizer que não admitimos a tortura, nem a escravidão nem a morte nas portas dos hospitais; no entanto, todas essas coisas continuam ocorrendo e desmascarando, na prática, a teoria da lei “igual para todos”.

Um exemplo atual é a ação do Ministério Público (MP) de São Paulo, que indiciou os estudantes que ocuparam a reitoria da USP, em fins de 2011, após uma série de arbitrariedades da polícia no campus, de integrarem uma “quadrilha”. A arbitrariedade do MP começa pela própria atribuição coletiva de “quadrilha” a uma manifestação política. Recentemente, ocorreu um protesto em Portugal, com ocupação da reitoria, e, pelo que consta, nenhuma “quadrilha” foi indiciada por portar palitos de dentes; na Grécia, onde as bombas dos estudantes são de verdade, e não garrafas vazias, não houve nem sequer resposta com balas de borracha. Será que o Brasil é mais sério do que Portugal e Grécia?

Duas são as possíveis consequências do indiciamento dos estudantes: a absolvição dos estudantes, e então será hora da verdadeira Justiça desmascarar o MP paulista, para que a censura e a ditadura sejam freadas enquanto é tempo; ou condenação dos 72 “terroristas”, e então será o fim de qualquer manifestação estudantil, pois o facebook não consegue pressionar o governo nem para abrir concurso para professores, e uma simples marcha de estudantes pode comportar uns 30 artigos do código penal, desde crime ambiental por alguém pisar na grama, até o de formação de quadrilha, se um policial provocar uma briga na multidão. E xeque-mate: vitória da Lei de Geraldo!

O propósito do governo e do MP é um só: ao cercear a ação política que não seja cega, surda e muda, ocorre a promoção do autoritarismo que, na prática, corta pela raiz qualquer manifestação ou protesto, de modo que as vozes ou quaisquer sinais de protesto são natimortos: basta a imprensa fingir que não ocorreram e a população em geral sequer toma conhecimento. Será que, tal como no caso de Rubens Paiva, serão necessários mais de 40 anos para vir à tona a farsa montada pelo terrorismo de Estado?

A ação da PM no campus foi muito similar, do ponto de vista estratégico, ao planejamento de chacinas com participação policial, na periferia de São Paulo, nos últimos tempos: balas disparadas contra o CRUSP (casa dos estudantes) que foram recolhidas, apreensão de câmaras de estudantes que tentavam filmar a ação, com o agravamento do cárcere privado e até mesmo a reclusão de uma estudante, com denúncia de prática de tortura. E isso tudo foi encaminhado ao MP, que preferiu inverter a ação: a denúncia de crimes hediondos da PM foi arquivada e a ação política dos estudantes foi criminalizada. O surpreendente não é o governador utilizar o legalismo para encobrir o autoritarismo estatal: o problema se torna realmente sério quando o Legislativo ignora os acontecimentos e o Judiciário inverte a ação, tornando as vítimas os criminosos, e VICE-VERSA, e assim todos os poderes institucionais aproveitaram o momento oportuno. Há exatos oitenta anos Hitler também aproveitou o seu momento, e incendiou o Parlamento, para inculpar os comunistas, e aproveitou a febre da supremacia racial para atacar os judeus. Até então tudo parecia se encaminhar bem. No Brasil atual, coisas semelhantes têm ocorrido, com a passividade e mesmo conivência dos três Poderes.

O MP de São Paulo só concluiu que as garrafas manipuladas pela polícia (sem tirar as digitais dos “terroristas”) eram armas de destruição em massa da “quadrilha invasora da reitoria” após mais um ano de intensas mudanças no mundo; do massacre dos mineiros na África do Sul, que ficou impune; depois que ficou claro que a sociedade brasileira e os intelectuais em geral aceitam a Lei de Geraldo, isto é, que quaisquer formas de pressão coletiva devem ser abolidas, de onde se segue o agravamento dos massacres, chacinas, esquadrões da morte, incêndios em prisões ou boates, seja no Brasil ou nos países periféricos do globo. Acho que não é novidade para ninguém que a Reitoria da USP foi ocupada em diversas ocasiões, igualmente com propósito político, e o MP não concluiu que havia ali uma quadrilha: portanto, a Lei de Geraldo, que não pode aparecer por escrito, foi o fundamento legal da acusação.

Souto Maior, em artigo publicado no blog Viomundo, em novembro de 2011, esclarece com extrema lucidez os efeitos da Lei de Geraldo. Para o autor, não cabe ao governante dizer que ninguém está acima da lei, porque, pelo contrário, são os governantes que têm prerrogativas acima dos cidadãos comuns (imunidades, influências e controle do aparato jurídico, em muitos casos) e abafam as vozes contestatórias, imputando aos manifestantes um crime comum (fumar maconha, atentado terrorista com palitos de dente: será que o MP paulista assistiu tantos filmes do MacGyver, que lesou seu cérebro?). Assim, os governantes, ao reprimirem as manifestações estudantis, escamoteiam “interesses que não precisam revelar quando se ancoram na cômoda defesa da ‘lei’”.

A Lei de Geraldo substitui a Lei de Gerson na política do Congresso, pois o caráter tosco da simples compra de votos torna-se cada vez mais obsoleto. Claro que o Congresso tem seus ladrões de galinha (os que compram votos do povo por um par de sapatos ou os que vendem seu voto para os governistas) e também os seus batedores de carteira (os que cuidam do dinheiro dos fiéis de suas igrejas), mas os grandes corruptos são os que controlam os votos de uma grande massa eleitoral (a Bancada do Céu, por exemplo) ou os que canalizam as licitações públicas para um número restrito de empreiteiras, num jogo de toma-lá-dá-cá que não envolve dinheiro vivo, mas influência/acordos e, em uma palavra, a partilha do que é bem comum entre uns poucos plutocratas. E a prova dessa corrupção é justamente a concentração de renda aberrante do país, um crime contra a humanidade, mas que não é previsto pela Legislação.

A Lei de Geraldo é a Lei de Gerson, com roupagens atuais, menos andrajosas e mais pomposas, pois conta com o aval das pessoas que acreditam que a simples referência à “ética na política” ou ao “combate à corrupção” diminui o índice de corrupção e miraculosamente a lei e os direitos básicos tornam-se verdade.

A eleição de Renan Calheiros

Correio da Cidadania

Temos, em nosso país, o péssimo hábito de pretender corrigir uma dificuldade alterando a legislação que visa impedi-la.

Sempre que ocorre algo indesejável, seja no plano político ou em qualquer outro, a reação imediata de todos consiste em reclamar pela edição de uma nova lei, mais rigorosa que a vigente, em vez de tomar medidas para que esta seja efetivamente aplicada.

Como o problema não é da lei, mas da sua aplicação, a nova lei não resolve nada, ficando tudo como dantes.

Um bom exemplo disso são os comentários da imprensa a respeito da eleição do senador Renan Calheiros para a presidência do Senado.

Criticando a eleição de um parlamentar já punido por corrupção, os jornais estão reivindicando a edição de uma lei que elimine o sigilo do voto, pois se constatou que Renan obteve mais votos no escrutínio secreto do que votos declarados pelos senadores em seu favor durante o processo eleitoral.

Ora, neste caso, o problema não decorreu do voto secreto e, por isso, não será sanado com a sua abolição. Porém, esta, sim, causará grave prejuízo ao processo democrático.

O voto secreto é essencial para que os parlamentares possam votar livremente, uma vez que o conhecimento dos votos que os mesmos profiram pode ocasionar represálias aos que votarem contrariamente aos interesses do Executivo.

Tais represálias atingirão os eleitores do parlamentar, causando-lhes prejuízo.

O sigilo do voto não foi colocado na Constituição para proteger os parlamentares, mas os eleitores deles, ou seja, o povo.

A única maneira de evitar situações indesejáveis, como a da eleição de uma pessoa notoriamente corrupta para um cargo público, não depende do Congresso, mas do próprio eleitorado. Isto porque o único meio de evitar tais situações é a vigilância dos eleitores de um parlamentar sobre os votos que o mesmo profira no Parlamento. Portanto, a raiz do problema é a participação do povo na política.

Enquanto a enorme maioria dos eleitores continuar alheia ao que se passa nesse plano e votar inconscientemente, sem nem mesmo se lembrar, tempos depois, do nome do candidato em quem votou, não haverá lei alguma capaz de impedir abusos como este, que está causando revolta em todo mundo.

08/02/2013

Normalização da tortura? Não, obrigado!

Blog da Boitempo - Por Slavoj Žižek

Aqui está como, em uma carta ao jornal LA Times, a cineasta Kathryn Bigelow justificou a representação, no filme A hora mais escura [o filme estréia no Brasil na semana que vem], de métodos de tortura usados pelos agentes do governo norte-americano para capturar e matar Osama Bin Laden:

“Aqueles de nós que trabalham com arte sabem que representação não é aprovação, elogio. Se o fosse, nenhum artista estaria apto a pintar atos desumanos, nenhum autor poderia escrever sobre eles, e nenhum diretor de cinema poderia se aprofundar em assuntos espinhosos de nosso tempo”, escreveu ela ao jornal.

Sério? Ninguém precisa ser um moralista, ou ingênuo sobre as urgências da luta contra o ataques terroristas, para pensar que torturar um ser humano é, em si mesmo, algo tão destruidor que representá-lo de maneira neutra – isto é, neutralizar este caráter destruidor – é por si uma maneira de apoiá-lo. Imagine um documentário que nos apresente o Holocausto de um jeito desinteressado e tranquilo, como uma enorme operação logística-industrial, focando nos problemas técnicos envolvidos (transporte, descarte de corpos, prevenção do pânico entre os prisioneiros que seriam postos nas salas de gás). Tal filme traria também consigo uma fascinação profundamente imoral com o assunto, ou estaria baseado numa neutralidade obscena em seu modo para gerar consternação e horror nos espectadores. Onde Bigelow se encaixa aqui?

Sem sombra de dúvida, ela está aliada a uma normalização da tortura. Quando Maya, a heroína do filme, presencia pela primeira vez uma simulação de afogamento, fica um pouco chocada, mas rapidamente aprende as artimanhas; mais adiante no filme ela chantageia friamente um prisioneiro árabe , “se você não cooperar, nós lhe mandaremos para Israel”. Sua perseguição fanática atrás de Bin Laden ajuda a neutralizar escrúpulos morais comuns. Ainda mais ameaçador é seu parceiro, um agente da CIA jovem e barbado que domina perfeitamente a arte de passar desembaraçosamente da tortura para a gentileza uma vez que a vítima está completamente desamparada (acendendo seu cigarro e lhe contando piadas). Existe algo extremamente perturbador como, mais para frente, o este agente muda de um torturador vestindo jeans para um bem-vestido burocrata de Washington. Isto é normalização mais pura e eficiente – existe um pequeno mal-estar, mais pela sensação da tortura que pela ética, mas o trabalho tem de ser feito. A consciência de que esta sensação ruim sofrida pelo torturador é o principal custo humano da tortura deixa claro de que não se trata de uma propaganda conservadora barata: a complexidade psicológica é representada para que liberais possam se divertir com o filme sem se sentirem culpados. É por isso que A hora mais escura é bem pior que 24 Horas, em que Jack Bauer, pelo menos, sofre um colapso mental no último episódio da série.

O próprio debate sobre o afogamento simulado ser o ou não tortura deve ser descartado como um explícito irracionalismo: por que, se não causa dor ou medo de morrer, este afogamento faz suspeitos terroristas resistentes falarem? A recolocação da palavra “tortura” no campo da “técnica aprimorada de interrogação” é a extensão da lógica politicamente correta: exatamente da mesma forma que “alejado” torna-se “deficiente físico”, “tortura” se torna “técnica aprimorada de interrogação” (e, por que não, “estupro” pode tornar-se “técnica aprimorada de sedução”). O ponto crucial é que a tortura – violência brutal praticada pelo Estado – torna-se publicamente aceitável no momento em que a linguagem pública passa pelo prisma do “politicamente correto” para proteger as vítimas da violência simbólica. Esses fenômenos são dois lados mesma moeda.

A defesa mais obscena feita do filme é a alegação de que Bigelow rejeita o moralismo barato, e de maneira sóbria apresenta a realidade da luta contra o terrorismo, levantando questões difíceis e que, assim, nos fazem pensar (ainda, alguns críticos adicionam, a diretora “desconstrói” clichês femininos – Maya não mostra sentimentalismo, ela é dura e dedicada em sua tarefa, como um homem). Mas, com a tortura, alguém pode não “pensar”. Um paralelo com o estupro se faz, aqui, necessário por si mesmo: e se um filme mostrasse um estupro brutal neste mesmo jeito neutro, alegando que devemos evitar o moralismo barato e começarmos a pensar sobre o estupro em toda sua complexidade? Em nossas entranhas, fica a mensagem de que existe algo terrivelmente errado nisto. Eu gostaria de viver numa sociedade onde o estupro seja simplesmente inaceitável e que aquele que o relativize seja visto como um babaca excêntrico, não em uma sociedade onde alguém precise argumentar contra isto. O mesmo serve para tortura: um sinal de progresso ético está no fato da tortura ser “dogmaticamente” rejeitada como repulsiva, sem nenhuma necessidade de argumentação. 

Então o que dizer a respeito do argumento “realista”: tortura sempre existiu, então não é melhor falar sobre isto publicamente? Este é, exatamente, o problema. Se a tortura sempre esteve aí, por que aqueles que estão no poder agora nos contam abertamente? Só há uma resposta: para normalizar, diminuir nossos padrões éticos.

Tortura salva vidas? Talvez, mas com certeza perdem-se almas – e a justificativa mais absurda é dizer que um verdadeiro herói está pronto para renunciar sua alma para salvar as vidas desta ou deste compatriota. A normalização da tortura vista em A hora mais escura é um sinal do vácuo moral de que estamos gradualmente nos aproximando. Se há alguma dúvida sobre isto, tente imaginar um grande filme de Hollywood representando a tortura de um jeito similar 20 anos atrás. É impensável.

Carta aberta ao Senador Renan Calheiros




"Vida de gado. Povo marcado. Povo feliz". As vacas de Renan dão cria 24 h, por dia. Haja capim e gente besta em Murici e em Alagoas!


Uma qualidade eu admiro em você: o conhecimento da alma humana. Você sabe manipular as pessoas, as ambições, os pecados e as fraquezas.

Do menino ingênuo que eu fui buscar em Murici para ser deputado estadual em 1978 - que acreditava na pureza necessária de uma política de oposição dentro da ditadura militar - você, Renan Calheiros, construiu uma trajetória de causar inveja a todos os homens de bem que se acovardam e não aprendem nunca a ousar como os bandidos.

Você é um homem ousado. Compreendeu, num determinado momento, que a vitória não pertence aos homens de bem, desarmados desta fúria do desatino, que é vencer a qualquer preço. E resolveu armar-se. Fosse qual fosse o preço, Renan Calheiros nunca mais seria o filho do Olavo, a digladiar se com os poderosos Omena, na Usina São Simeão, em desigualdade de forças e de dinheiros.

Decidiu que não iria combatê-los de peito aberto, descobriria um atalho, um mil artifícios para vencê-los, e, quem sabe, um dia derrotaria todos eles, os emplumados almofadinhas que tinham empregados cujo serviço exclusivo era abanar, durante horas, um leque imenso sobre a mesa dos usineiros, para que os mosquitos de Murici (em Murici, até os mosquitos são vorazes) não mordessem a tez rósea de seus donos: Quem sabe, um dia, com a alavanca da política, não seria Renan Calheiros o dono único, coronel de porteira fechada, das terras e do engenho onde seu pai, humilde, costumava ir buscar o dinheiro da cana, para pagar a educação de seus filhos, e tirava o chapéu para os Omena, poderosos e perigosos.

Renan sonhava ser um big shot, a qualquer preço. Vendeu a alma, como o Fausto de Goethe, e pediu fama e riqueza, em troca.

Quando você e o então deputado Geraldo Bulhões, colegas de bancada de Fernando Collor, aproximaram-se dele e se aliaram, começou a ser Parido o novo Renan.

Há quem diga que você é um analfabeto de raro polimento, um intuitivo. Que nunca leu nenhum autor de economia, sociologia ou direito. Os seus colegas de Universidade diziam isso. Longe de ser um demérito, essa sua espessa ignorância literária faz sobressair, ainda mais, o seu talento De vencedor.

Creio que foi a casa pobre, numa rua descalça de Murici, que forneceu a você o combustível do ódio à pobreza e o ser pobre. E Renan Calheiros decidiu que, se a sua política não serviria ao povo em nada, a ele próprio serviria em tudo. Haveria de ser recebido em Palacios, em mansões de milionários, em Congressos estrangeiros, como um príncipe, e quando chegasse a esse ponto, todos os seus traumas banhados no rio Mundaú, seriam rebatizados em Fausto e opulência; "Lá terei a mulher que quero, na cama que escolherei. Serei amigo do Rei."

Machado de Assis, por ingênuo, disse na boca de um dos seus personagens: "A alma terá, como a terra, uma túnica incorruptível." Mais adiante, porém, diante da inexorabilidade do destino do desonesto, ele advertia: "Suje-se, gordo! Quer sujar-se? Suje-se, gordo!"

Renan Calheiros, em 1986, foi eleito deputado federal pela segunda vez. Nesse mandato, nascia o Renan globalizado, gerente de resultados, ambição à larga, enterrando, pouco a pouco, todos os escrúpulos da consciência. No seu caso, nada sobrou do naufrágio das ilusões de moço! Nem a vergonha na cara. O usineiro João Lyra patrocinou essa sua campanha com US1.000.000. O dinheiro era entregue, em parcelas, ao seu motorista Milton, enquanto você esperava, bebericando, no antigo Hotel Luxor, Av. Assis Chateaubriand, hoje Tribunal do Trabalho.

E fez uma campanha rica e impressionante, porque entre seus eleitores havia pobres universitários comunistas e usineiros deslumbrados, a segui-lo nas estradas poeirentas das Alagoas, extasiados com a sua intrepidez em ganhar a qualquer preço. O destemor do alpinista, que ou chega ao topo da montanha - e é tudo seu, montanha e glória - ou morre. Ou como o jogador de pôquer, que blefa e não treme, que blefa rindo, e cujos olhos indecifráveis Intimidam o adversário. E joga tudo. E vence. No blefe.

Você, Renan não tem alma, só apetites, dizem. E quem, na política brasileira, a tem? Quem, neste Planalto, centro das grandes picaretagens nacionais, atende no seu comportamento a razões e objetivos de interesse público? ACM, que, na iminência de ser cassado, escorregou pela porta da renúncia e foi reeleito como o grande coronel de uma Bahia paradoxal, que exibe talentos com a mesma sem-cerimônia com que cultiva corruptos? José Sarney, que tomou carona com Carlos Lacerda, com Juscelino, e, agora, depois de ter apanhado uma tunda de você, virou seu pai-velho, passando-lhe a alquimia de 50 anos de malandragem?

Quem tem autoridade moral para lhe cobrar coerência de princípios? O presidente Lula, que deu o golpe do operário, no dizer de Brizola, e hoje ospeda no seu Ministério um office boy do próprio Brizola? Que taxou os aposentados, que não o eram, nem no Governo de Collor, e dobrou o Supremo Tribunal Federal?


No velho dizer dos canalhas, todos fazem isso, mentem, roubam, traem. Assim, senador, você é apenas o mais esperto de todos, que, mesmo com fatos gritantes de improbidade, de desvio de conduta pública e privada, tem a quase unanimidade deste Senado de Quasímodos morais para blinda-lo.

E um moço de aparência simplória, com um nome de pé de serra - Siba - é o camareiro de seu salvo-conduto para a impunidade, e fará de tudo para que a sua bandeira - absolver Renan no Conselho de Ética - consagre a sua carreira. 


Não sei se este Siba é prefixo de sibarita, mas, como seu advogado in pectore, vida de rico ele terá garantida. Cabra bom de tarefa, olhem o jeito sestroso com que ele defende o chefe... É mais realista que o Rei. E do outro lado, o xerife da ditadura militar, que, desde logo, previne: quero absolver Renan.

Que Corregedor!... Que Senado!...Vou reproduzir aqui o que você declarou possuir de bens em 2002 ao TRE. Confira, tem a sua assinatura:

1) Casa em Brasília, Lago Sul, R$ 800 mil,
2) Apartamento no edifício Tartana, Ponta Verde, R$ 700 mil,
3) Apartamento no Flat Alvorada, DF, de R$ 100 mil,
4) Casa na Barra de S Miguel de R$ 350 mil ..

E SÓ.

Você não declarou nenhuma fazenda, nem uma cabeça de gado!!

Sem levar em conta que seu apartamento no Edifício Tartana vale, na realidade, mais de R$1 milhão, e sua casa na Barra de São Miguel, comprada de um comerciante farmacêutico, vale mais de R$ 2.000.000.Só aí, Renan, você DECLARA POSSUIR UM PATRIMONIO DE CERCA DE R$ 5.000.000.

Se você, em 24 anos de mandato, ganhou BRUTOS, R$ 2 milhoes, como comprou o resto? E as fazendas, e as rádios, tudo em nome de laranjas? Que herança moral você deixa para seus descendentes?.

Você vai entrar na história de Alagoas como um político desonesto, sem escrúpulos e que trai até a família. Tem certeza de que vale a pena? Uma vez, há poucos anos, perguntei a você como estava o maior latifundiário de Murici. E você respondeu: "Não tenho uma só tarefa de terra. A vocação de agricultor da família é o Olavinho." É verdade, especialmente no verde das mesas de pôquer!

O Brasil inteiro, em sua maioria, pede a sua cassação. Dificilmente você será condenado. Em Brasília, são quase todos cúmplices.

Mas olhe no rosto das pessoas na rua, leia direito o que elas pensam, sinta o desprezo que os alagoanos de bem sentem por você e seu comportamento desonesto e mentiroso. Hoje perguntado, o povo fecharia o Congresso. Por causa de gente como você!

Por favor, divulguem pro Brasil inteiro pra ver se o congresso cria vergonha na cara. Os alagoanos agradecem.

Thereza Collor
Enviado via iPad

03/02/2013

Que valores priorizamos?


Em meados de agosto último, um incêndio em um prédio de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, atingiu o apartamento do marchand e colecionador de arte Jean Boghici, que possuía em seu acervo milionário telas de Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti etc. Aos 84 anos e nascido na Romênia, esse pioneiro no mercado de arte no Brasil inspirou a psicóloga Patrícia Gebrim a escrever o seguinte texto:

Quando nos traímos, sofremos uma perda imensa
Outro dia acompanhei a notícia do incêndio que ocorreu no apartamento do famoso marchand (Jean Boghici), do fogo que se alastrou destruindo inúmeras obras de arte, uma perda de um valor inestimável, sem dúvida alguma.
Mas confesso que o que mais me chamou a atenção foi que, ao ser questionado pelos jornalistas sobre sua perda, aquele sábio senhor respondeu que o que realmente lhe doía era o fato de sua gatinha ter morrido no incêndio, a gata que ficava ao seu lado na cama e que não tinha conseguido escapar das chamas.
Ora, muitos diriam:
- Que valor tem um simples gato, frente a obras de arte que jamais poderão ser recriadas?
- Que valor tem um simples gato, frente a um patrimônio da humanidade, queimado e destruído, numa perda financeira tão grande que é até difícil avaliá-la qualitativa e quantitativamente?
E ainda assim, para aquele senhor de voz embargada e coração apertado, a gatinha valia mais, e eu achei lindo ouvir isso. Achei lindo ver um homem que já viveu tanto indignar-se daquela forma.
- Quando foi que aprendemos a colocar os cifrões antes da vida?
- Quais são os valores que norteiam nossas escolhas?
Precisamos pensar sobre isso…
Essa inversão de valores está, a meu ver, na base de boa parte do sofrimento humano. Claro, tudo tem lá sua importância. Mas é preciso que saibamos priorizar e enxergar a partir de um ponto que existe dentro de nós, e não a partir de manuais empilhados nas prateleiras expostas, construídas por pessoas que moram fora de nós.
O mundo ao nosso redor pode ter uma ideia do que deve ter valor. Pode criar teorias, embasar pesquisas, elaborar manuais de conduta. Pode até declarar-se detentor de verdades cientificamente provadas. Mas se as verdades do mundo não nos trouxerem paz, se as verdades do mundo não aquietarem nosso coração, será que nos servem de verdade?
Quando traímos a nós mesmos para nos adequarmos ao que acreditamos ser esperado de nós, sofremos uma perda imensa. Maior do que qualquer outra.
Foi isso que me encantou na resposta daquele marchand ao jornalista, a reposta corajosa de alguém que já viveu muito e já não se obriga a agradar quem quer que seja. A resposta de alguém que não se trai, pensem o que pensarem. Ah, como admiro pessoas assim!
E dedico meu artigo à Pretinha, a gatinha que virou estrelinha.

01/02/2013

Lula diz que EUA perderam guerra para Cuba e pede fim do bloqueio


Havana – Em discurso na 3ª Conferência Internacional pelo Equilíbrio do Mundo, patrocinada pela Unesco e que acontece na capital cubana, o o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que os Estados Unidos perderam guerra para Cuba e pediu fim do bloqueio econômico imposto pelos norte-americanos ao país.

“Não existe mais nenhuma razão de se manter o bloqueio [de Cuba] a não ser a teimosia de quem não reconhece que perdeu a guerra, e perdeu a guerra para Cuba”, disse Lula, ao discursar no encerramento da conferência.

“Espero que [Barack] Obama neste mandato tenha um olhar mais igualitário e mais justo para a nossa querida América Latina”, defendeu o ex-presidente. “Como sou otimista, eu acredito que um dia os Estados Unidos vão rever a sua posição, e espero que seja no governo Obama, pois tem nenhuma razão para continuar com o bloqueio a Cuba.”

A conferência é a terceira realizada em 10 anos e se propõe a debater internacionalmente a contribuição intelectual do herói da independência cubana José Martí. O evento coincide com os 160 anos de Martí e com o aniversário de 60 anos da invasão do Quartel Moncada, um importante marco da revolução cubana. Participaram cerca de 1500 pessoas, dos quais 800 estrangeiros de 44 países.

Lula abriu o seu discurso pedindo um minuto de silêncio para as vítimas do incêndio em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, e fez uma homenagem a Hugo Chávez, que se encontra internado em um hospital de Havana para tratamento de um câncer na região pélvica em tratamento de saúde.

O ex-presidente ressaltou a importância do evento para a integração latino-americana e criticou a imprensa. “Nem reclamo, porque no Brasil a imprensa gosta muito de mim”, afirmou.

“Eles não gostam da esquerda, não gostam de [Hugo] Chávez, não gostam de [Rafael] Correa, não gostam de Mujica, não gostam de Cristina [Kirchner],não gostam de Evo Morales, e não gostam não pelos nossos erros, mas pelos nossos acertos”, disse. Para Lula, as elites não gostam que pobre ande de avião, compre um carro novo ou tenha uma conta bancária.

*As informações são do Instituto Lula.