Sob o meu olhar

Aqui neste blog, vocês poderão ver, ler e comentar a respeito do que escreverei. Por meio deste meu olhar sincero, tentarei colocar artigos e dar minha opinião sobre questões atuais como politica, problemas sociais, educação, meio ambiente, temas que tem agitado o mundo como um todo. Também escreverei poesias e colocarei poemas de grande poetas que me afloram a sensibilidade, colocarei citações e frases pequenas para momentos de reflexão.
É desta forma que vou expor a vocês o meu olhar voltado para o mundo.

02/02/2012

Protesto anti-Globo cobra novo marco da mídia, que Dilma segura


Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, já recebeu da equipe proposta de consulta pública sobre novo marco regulatório para emissoras de rádio e TV, mas projeto não anda por falta de priorização da própria presidenta Dilma Rousseff. Nesta sexta-feira (20), militantes da democratização da mídia vão cobrar nova lei durante protesto contra Globo pelo 'caso BBB'.

BRASÍLIA – Mesmo sem comprovação de que de fato tenha havido estupro, a polêmica levantada pelo programa Big Brother Brasil (BBB) serviu até agora para reacender, em setores da sociedade, um sentimento anti-Globo e o debate sobre a necessidade ou não de um novo marco regulatório para TVs e rádios, regidas hoje por uma legislação que, em agosto, vai completar 50 anos. 


Nesta sexta-feira (20), entidades que lutam pela democratização da comunicação no país vão promover um protesto contra a Globo, em frente a sede dela em São Paulo, a partir das 12 horas. Além de criticar a conduta da emissora, a manifestação vai cobrar do ministério das Comunicações que tire da gaveta e discuta publicamente a proposta de regras mais atuais na radiodifusão.



A proposta de um novo marco regulatório começou a ser elaborada na reta final do governo Lula, depois que, em dezembro de 2009, houve a I Conferência Nacional de Comunicação (Confecom). Conduzido na época pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência, o trabalho resultou em uma proposta que, no governo Dilma Rousseff, foi encaminhada ao ministério das Comunicações.



Em 2011, o ministério decidiu refazer o trabalho, com o objetivo de ampliar seu escopo – em vez de englobar apenas a radiodifusão e o Código Brasileiro de Telecomunicações, o plano foi avançar até a Lei Geral de Telecomunicações (LGT), que em 2012 completa 15 anos.



O ministro das Comunicações, Paulo Bernando, pretende colocar o novo regulatório em consulta pública, antes de fechá-lo para envio ao Congresso. Ele recebeu uma proposta de marco e consulta pública no fim de 2011. Segundo Carta Maior apurou, o texto ainda não andou por falta de vontade política da presidenta Dilma Rousseff. Ela não cobra o projeto de Bernardo e, ao menos por ora, não o considera uma prioridade. 



Na convocação do ato contra a Globo, a Frente Paulista pela Liberdade de Expressão e pelo Direito à Comunicação (Frentex), o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) e Rede Mulher e Mídia afirmam, porém, que há necessidade de aprovação de “um novo marco regulatório do setor com mecanismos que contemplem órgãos reguladores democráticos”.



No cenário vislumbrado pelos defensores do novo marco, o país teria uma agência de regulação de conteúdo de rádio e TV com poderes para, de forma mais ágil, julgar casos como o do BBB, em que se suspeitou de sexo não consentido – em depoimento à polícia, porém, a vítima não apresentou queixa e disse que, ao menos enquanto esteve acordada, concordou com o que acontecia.



Independentemente disso, no entanto, o grupo que vai protestar contra a Globo pois considera a emissora culpada por não contar à suposta vítima que ela poderia ter sido estuprada, por prejudicar as investigações da polícia e por, via BBB, enviar ao país uma mensagem de permissividade feminina. Além de responsabilizar a emissora, pressiona para que os patrocinadores do BBB parem de anunciar, sob pena de boicote do público. 



Nesta quinta-feira (19), o grupo que organiza o protesto, formado por diversas entidades de defesa dos direitos da mulher, entrou com uma denúncua no Ministério Público Federal em São Paulo cobrando a responsabilização da Globo e um direito de resposta coletivo em nome das mulheres que se sentiram ofendidas, agredidas e que tiveram seus direitos violados. 



Em nota, o Ministério Público informou que vai investigar o caso do ponto de vista dos direitos da mulher. “O objetivo do procedimento é que a Rede Globo, emissora de alcance nacional, não contribua para o processo de estigmatização da mulher, mas para a promoção do respeito à mulher e a desconstrução de ideias que estabelecem papéis estereotipados para o homem e a mulher”, afirma o MP.



A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados encaminhou ao diretor do BBB, Bonifácio Brasil de Oliveira, o Boninho, pedido de informações sobre providências tomadas. Segundo o ofício assinado pela presidente da Comissão, Manuela d’Ávila (PCdoB-RS), o colegiado quer ter informações suficientes para “formar opinião qualificada sobre episódio que possa, ou não, se caracterizar como violação da dignidade humana num veículo com ampla influência na formação da população brasileira”.



HOMENAGEM A MINHA MÃE QUERIDA (Carmen Figueiredo)


Hoje mãe,  é seu dia...
mesmo que não estejas mais entre nós.
Será para mim, sua filha, sempre o seu dia.

Queria poder te cobrir de beijos...
sentir teu abraço forte...
acariciar-te as faces... 
deitar-me em teu colo
e adormecer a sorrir!

Queria sentir o deslize de tuas mãos
 nos meus cabelos...

Queria mãe, voltar a ser criança,
para ouvir teu canto doce:
dorme, dorme filhinha,
mamãe está aqui...hã.. hã...hã...
  
Hoje o tempo passou, 
E já não sou mais criança...
E você mãe, já não está mais aqui. 
Faltam-me tuas carícias, 
Faltam-se tantas delícias tuas...
Quanta falta você me faz.

Mas veio com o tempo, a distância 
Sempre teimosa a nos separar... 
Mas neste instante maior, 
Embora não estando mais aqui,
Ficaram as lembranças, a saudade, 
a dor escondida no fundo da alma
Que torna você cada vez mais inesquecível.

Neste tão belo dia, 
Dia de seu aniversário 
Neste teu grande dia!

Saúdo você minha mãe,  
Fico a rogar pela tua  paz e felicidade
Onde quer que você esteja.
Por toda eternidade.


01/02/2012

O Haiti que Dilma visita (contado por Eduardo Galeano)


“Os escravos negros do Haiti propinaram uma tremenda surra ao Exército de Napoleao Bonaparte; e em 1808 a bandeira dos livres se alçou sobre as ruínas.

Mas o Haiti foi, desde ali, um país arrasado. Nos altares das plantações francesas de açúcar se tinham imolado terras e braços, e as calamidades da guerra tinham exterminado um terço da população.

O nascimento da independência e a morte da escravidão, façanhas negras, foram humilhações imperdoáveis para os brancos donos do mundo.

Dezoito generais de Napoleão tinham sido enterrados na ilha rebelde. A nova nação, parida em sangue, nasceu condenada ao bloqueio e à solidão: ninguém comprava dela, ninguém lhe vendia, ninguém a reconhecia. Por ter sido infiel ao amo colonial, o Haiti foi obrigado a pagar à França uma gigantesca indenização. Essa expiação do pecado da dignidade, que esteve pagando durante um século e meio, foi o preço que a França lhe impôs para seu reconhecimento diplomático.

Ninguém mais o reconheceu. Nem a Grande Colombia de Simon Bolívar, mesmo se ele lhe deveu tudo. Navios, armas e soldados o Haiti tinha lhe dado, com a única condição que libertasse aos escravos, uma ideia que não tinha ocorrido ao Libertador. Depois, quando Bolívar triunfou na sua guerra de independência, negou-se a convidar o Haiti ao congresso das novas nações americanas.

O Haiti continuou sendo o leproso das Américas.

Thomas Jefferson tinha advertido, desde o começo, que tinha que confinar a peste nessa ilha, porque dali provinha o mal exemplo.

A peste, o mau exemplo: desobediência, caos, violência. Na Carolina do Sul, a lei permitia prender qualquer marinheiro negro, enquanto o seu navio estivesse no porto, pelo risco de que pudesse contagiar a febre antiescravista que ameaçava a todas as Américas. No Brasil essa febre se chamava haitianismo.

Blog do Emir

Eliana Calmon diz que negligência de tribunais levou ao sumiço de 5,4 mil computadores


Repórter da Agência Brasil

Brasília – A corregedora-geral de Justiça, Eliana Calmon, afirmou hoje (30) que a negligência de tribunais locais foi responsável pelo sumiço de 5,4 mil equipamentos de informática, cujo valor chegava a R$ 6,4 milhões. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) repassava equipamentos de informática para os tribunais locais seguindo uma meta de gestão que visava à melhoria da informatização da Justiça.
“Não foi propriamente sumiço de 5 mil computadores. O que há é uma desídia [negligência], porque deveriam ter sido imediatamente tombados, imediatamente identificados como patrimônio do tribunal como doação do CNJ, e me parece que aí está o ponto. Houve uma desídia e começaram a ser usados, retirados do almoxarifado e usados sem a identificação, sem o devido tombamento.”
A Secretaria de Controle Interno do CNJ fez uma apuração sobre a situação dos equipamentos em 15 estados, que foi concluída em novembro. Segundo o CNJ, computadores e impressoras repassados desde 2009 a três tribunais – Paraíba, Tocantins, Rio Grande do Norte – superam o índice de10% de bens “não localizados”.
Já em Goiás, houve problemas na entrega de dados relativos ao repasse do material. A entrega de equipamentos nos quatro estados foi suspensa. Somente no Rio Grande do Sul e no Espírito Santo todos os equipamentos foram localizados.
Outro problema encontrado pelo CNJ foi a manutenção de 3,6 mil equipamentos em depósito, sem uso, no valor de R$ 2,3 milhões. O CNJ informa que já investiu R$ 92 milhões em tecnologia da informação para modernizar os tribunais brasileiros, totalizando mais de 58 mil equipamentos.
Devido a essas irregularidades, o relatório da auditoria sugeriu a suspensão de doações a tribunais que “não mostraram cuidado com o patrimônio recebido” e apuração de responsabilidade pelos equipamentos não localizados. Recomendou, ainda, a revisão da política de doação e distribuição de equipamentos ao Judiciário.
 

Cartas inéditas de Cortázar (Téxil Gardey)


Esta frase me sorprendió esta mañana cuando me disponía a realizar el artículo de hoy en el que casualmente hablaría de Julio. Fue publicada por el blog de la Feria Internacional del Libro de Buenos Aires y pronunciada por elinconfundible artista y creador de Rayuela.
La editorial Alfaguara publica ahora la correspondencia casi completa del autor de Rayuela, que contiene más de mil cartas que jamás han visto la luz, rescatadas por la persona encargada de mantener viva la memoria de este increíble autor, Aurora Bernérdez y el filólogo español Carles Álvarez Garriga, apasionado de las obras de Julio Cortázar.
Julio en las cartas
En esta correspondencia se recogen misivas dirigidas a Aurora Bernárdez, Victoria Ocampo, Paco Porrúa, Juan Carlos Onetti y a su hermana Ofelia. Probablemente se trate de la mejor biografía que pueda tener Cortázar, la novela de su propia vida.
Cortázar fue un escritor único, apasionado, solitario y absolutamente entregado a las letras, a quien le resultó difícil volcarse de lleno a esta labor porque en los tiempos que corrían no existían tantas facilidades como ahora; pese a ello lo consiguió y posiblemente se deba a que detrás de todos los estereotipos creados en torno a su persona, de antiperonista perdido, porteño enamorado de París y emblema del Boom Latinoamericano, habitaba uno de los genios más grandes del siglo XX, capaz de postularse contra las banderas y las diferencias absurdas de nuestras sociedades.
Dice Carles Álvarez Garriga en el texto preliminar que las cartas ponen de manifiesto “la formidable coherencia entre vida y obra, la absoluta falta de astucias o de renuncias, su gran disponibilidad”.
Al igual que cuando escribía ficción, a la hora de sentarse a redactar una carta Cortázar se entregaba, se volvía atento y dispuesto a compartir su universo con su interlocutor, lo que lo convierte en un hombre absolutamente humilde y profundamente generoso.
En sus cartas puede hallarse una fluidez y una elegancia poco típicas, a la vez que el ingenio con el que han sido escritas, lo que demuestra que son la continuación de su vida. Las misivas ocupaban un lugar tan importante como la ficción y por eso, merecen ser publicadas, leídas y estudiadas como cualquiera de sus novelas o relatos. Porque hay mucho de Cortázar en ellas, cientos de aspectos para analizar de este fabuloso autor.
Álvarez Garriga y Cortázar
Cuando se le pregunta a Álvarez Garriga cómo conoció a Julio, dice que le gustaría explicar que fue una tarde en el café Richmond de Florida donde solía sentarse a tomar el café Cortázar, o en un un bazar de la India en 1956 o en una tertulia, y no la verdad, que es que a través de sus obras, porque Julio falleció antes que él se apasionara por su lectura, cuando Carles contaba con15 años y vivía en Barcelona.
Nacido en 1968 en la capital de Cataluña, Carles estudió filología y se ha convertido desde hace unos años en un apasionado de las lecturas y la memoria de Cortázar, esa fue la razón por la que Aurora lo escogió para recuperar la correspondencia que había conservado ella misma en un mueble antiguo. Este Carles se sintió posiblemente como Charlie el día que descubrió la fábrica de chocolates.
Desde el año 2009 se dedica a recuperar inéditos de Cortázar, fragmentos que jamás han sido publicados. Así surgieron los “Papeles inesperados” y “Cartas a los Jonquieres”. Y en este caso, la correspondencia que alberga cartas que no han entrado en ediciones anteriores de sus misivas, según lo explica Aurora porque se cometían muchas repeticiones y cuestiones que eran irrelevantes para el lector.
A esta explicación alude Carles cuando dice que en realidad de repeticiones está hecha la vida y además no puede un editor estar seguro de qué cosas tendrán o no importancia para los lectores. Lo ideal es que cada uno al leerlo descubra qué repeticiones habría obviado y cuáles no. Todo esto lo expresó en una entrevista realizada por la Revista Ñ. Luego entre risas objeta que podría publicarse una antología de las “Frases de mi tía” citadas en varias ocasiones por Julio.
Dos conmovedoras misivas
Una de las curiosidades mayores de esta obra es que en ella se muestra constancia de aquella carta que Cortázar le dirigió a su padre, varios años después de que éste los abandonara. No se ha encontrado el original de la misma, sin embargo existe un borrador que había sido guardado por Cortázar en un sobre que ponía:
Es muy fuerte, explica Carles, encontrarse con ello porque demuestra que el autor tenía claro que su madre le sobreviviría y tendría oportunidad de leer aquella misiva en la que se mostraba seco y distante y le reclamaba a su progenitor que firmara con el nombre completo Julio Florencio, para evitar confusiones respecto a la homonimia que existía entre ambos.
Otra carta que cabe mencionar, y que me ha hecho estremecer profundamente (a veces uno puede sentirse más cerca de un escritor que de tanta otra gente) es una misiva que envió a su hermana Ofelia, en respuesta a una carta en la que ella le reprochaba por mantenerse fuera del país (Argentina) acusándolo de “vende patria” y peyorativos semejantes.
Cortázar, con un amor que se puede leer entre líneas, le expresa lo importante que es para él que ellas (Ofelia y su madre) se encuentren bien y lo triste que le resulta ser criticado de modo tan tachante y en términos semejantes a losutilizados por sus verdaderos enemigos.
Un fragmento sumamente conmovedor es el que aquí comparto. Algunos somos más ñoños y ciertas cosas nos dan donde más duele, así que no me extrañaría si en ustedes este breve recorte de esa carta, no produjera las mismas sensaciones que ha causado en mi.
Iremos a leerlo nuevamente, porque Cortázar puede motivar en nosotros lo que aquellas novelas clásicas que se pegan en la memoria y no puedes dejar. No me extraña que fuera un lector empedernido y que en cada nueva lectura pusiera toda la ilusión de encontrarse con lo desconocido, porque sólo de una mente así imaginativa, trasgresora y sensible pueden surgir obras como las que nos ha dejado Julio.

Annie Besant (Verónica Gudiña)

Viajar en el tiempo y centrar nuestra atención en determinados textos nos permite descubrir personajes interesantes con historias de vida apasionantes. Aunque resulte imposible recordar a cada persona que dejó huellas en el mundo de las letras, cuando uno tiene la posibilidad de conocer el pasado de figuras como Annie Wood Besant toma conciencia de cuánto puede hacer un individuo, en este caso una mujer, si se propone demostrar sus capacidades.
Sobre esta dama que nació en Londres el 1 de octubre de 1847 hay que decir que no fue una simple escritora: también se destacó como educadora, investigadora, periodista y oradora, defendió la causa de la independencia de Irlanda e India y militó por el movimiento feminista.
Según se cuenta, en su juventud estudió Ciencias y Botánica en Inglaterra. Más tarde, para ampliar sus conocimientos, se doctoró en Filosofía y Letras en la universidad india de Benarés.
A lo largo de su vida, además de desarrollar textos que fueron traducidos a múltiples lenguas, Besant ocupó la presidencia del Congreso Nacional Indio y fue correctora de estilo de “La Doctrina Secreta”.
En 1902, poco antes de suceder a Henry Olcott en la presidencia de la Sociedad Teosófica, esta mujer que también probó suerte como traductora fue iniciada en la masonería.
Años después, ya convertida en vicepresidenta de la Comasonería Mundial y con el grado de Gran Maestre del Consejo Supremo de la Orden Internacional de la Comaronería, fundaría junto a James Wedgwood y Marie Russak la Orden del Templo de la Rosa Cruz.
“The political status of women”“The law of population”“Why I became a theosophist”“Esoteric christianity” y “The doctrine of the heart” son algunos de los títulos que forman parte de la producción literaria de Annie Besant, quien falleció en Adyar el 20 de septiembre de 1933

Memoria (Ana Pelayo)

Perdí la memoria,
gané otro suelo.
La blancura aquí
en esta hoja que escribo.

El polvo lo llevo dentro,
sólo cambia el vecino.

La cal me sirve de alimento.
Lejana,
la memoria está más viva,
menos tormento.

Me basta por ahora
con saber lo que no digo
y callar lo que no sé.

Valor solitario
del que se cree valiente
por haber desenmascarado la sombra
del doble sentido de las palabras.